Uma geração digna que se encerra com a morte de Alencar Furtado.

Por Walber Guimarães Junior, engenheiro e diretor da CIA FM.


Houve um tempo, com bipartidarismo, que os políticos eram previsíveis; eleitos pela situação, defendiam o governo e, eleitos pela oposição, fiscalizavam e denunciavam falhas.

Os eleitores também eram fiéis, vestindo a camisa de seus partidos e políticos com honra e, já no início da campanha, eram os primeiros a pedir votos, sem retorno financeiro. A moeda era a amizade e o respeito.

Essa geração se foi, substituída pelos políticos flexíveis, não importa quem venceu, estarão, em pouco tempo, acomodados no colo do poder, absolutamente sem contexto ideológico, se elegem para fazer negócios e estes são acessíveis para quem está no governo.

Eleitores do Noroeste do Paraná tem muita dificuldade de reconhecer políticos confiáveis mas tem um leque enorme de "flexíveis", aqueles que gravitam, eternamente, à sombra do poder.

Digo isto para dar uma triste notícia; morreu hoje, dia 11 de janeiro, um dos últimos grandes nomes da política paranaense que colocava a honra acima dos negócios; Alencar Furtado, aos 95 anos.

Um cearense que adotou o Paraná e nos orgulhou com brilhantes mandatos, o homem que não teve medo, em plena ditadura, de chorar pelos órfãos de pais vivos, pelos que, dos aviões, eram jogados para voar próximos das ilhas do litoral fluminense. Foi gente como Alencar, e com orgulho incluo meu pai nesta lista, que, com sua luta, nos legou a liberdade de expressão e de imprensa. Foi pela coragem de centenas de líderes desta estirpe que conquistamos eleições diretas.

Rendo minhas últimas homenagens ao grande deputado, ao líder político e homem ético e idealista.

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