Sobra cloroquina. Falta oxigênio.

Por João Paulo Dantas - Jornalista, especialista em audiovisual e cinema


No Brasil, falta o essencial: o ar


Às vezes não sabemos exatamente por onde começar quando a notícia é essa: hospitais de Manaus, capital do Amazonas, estão registrando falta de oxigênio para os pacientes. A Folha de S. Paulo informou na tarde de hoje que uma ala inteira de pacientes morreu sem ar. Poderíamos terminar por aqui. Não há palavras. Uma ala inteira de pacientes em Manaus morreu sem ar. A fornecedora pediu ajuda emergencial à Venezuela.


Antes desse caos, o mais incompetente presidente que o Brasil já teve, Jair Bolsonaro, pediu para o Exército Brasileiro produzir mais de 1,8 milhão de comprimidos de cloroquina. O medicamento é usado para combater a malária. Assim como alguns outros vermífugos receitados por vários médicos, não possuem eficácia contra o coronavírus.





PRESIDENTE INEFICAZ


Inclusive, vimos nesta semana, o presidente brasileiro ironizar a vacina produzida pelo Instituto Butantã - a Coronavac, e seus 50,4% de eficácia global, ao mesmo tempo em que defende remédios comprovadamente ineficazes, como a cloroquina, azitromicina etc.


MINISTÉRIO DA SAÚDE INEFICAZ


Ademais, o Ministério da Saúde lançou aplicativo, também esta semana, estimulando o uso de remédios ineficazes. O lançamento do aplicativo foi em Manaus, no mesmo dia em que o município registrou a falta de oxigênio nos hospitais. O aplicativo sugere a automedicação e prescrição de hidroxicloroquina, azitromicina e doxiciclina. Os medicamentos são rejeitados pela Organização Mundial da Saúde e pela Sociedade Brasileira de Infectologia.


Recorde de mortes, recorde de cloroquina. Procura-se oxigênio.

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