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Só sobrou o bolsonarismo lunático

Um grupo pequeno e ignorante que faz barulho porque não tem medo de passar vergonha.


Essa é a melhor definição que eu encontrei para as manifestações bolsonaristas que estão acontecendo.


Meia dúzia de gente inculta, sem consciência política e de classe, sem conhecimento histórico e, o pior de tudo, sem sensibilidade. Isto é, desprezam a vida mesmo, pois as aglomerações para defender a pior gestão da pandemia só podem ser promovidas por quem não se importa com a vida.


Enquanto a desaprovação do governo só aumenta com a crise econômica e a falência do Estado eles estão lá fazendo bravata, querendo simular que são numerosos. A realidade é que o cenário mais tangível para 2022 é que Bolsonaro não chegue nem ao segundo turno.


Com essas pessoas não existe diálogo e todo o debate é nulo. Dados, estatísticas, fatos, ciência... nada disso importa para eles. Com eles a argumentação lógica não tem efeito, porque são movidos apenas pela necessidade de acreditar no Mito.


É o fascínio pela imagem redentora de um homem que redimiu em si todas as frustrações de uma classe ressentida. É o fanatismo puro.


Além disso, também são mais ingênuos do que perigosos. Mal sabem eles que os militares não tomarão o poder por dois motivos: não querem e não precisam.


O Exército sabe muito bem que Bolsonaro é o pior presidente da história e jamais se comprometeria para o defender.


Aliás, é mais fácil as FA “aprovarem” (entre aspas, porque isso não cabe à eles) um impeachment e jogar com Mourão, do que posarem internacionalmente como golpistas. Sobretudo porque eles já estão no poder ocupando ministérios, por trás da cortina de bravatas autoritárias da presidência.


A verdade é que a direita se aproveitou do populismo eleitoral de Bolsonaro e o descartará tão logo não seja mais útil à agenda neoliberal. Por sinal, Paulo Guedes é um dos únicos ministros que ainda não caiu.


É triste ver pessoas que um dia tive respeito e apreço estarem prostrados diante do fanatismo, mas a realidade é que com eles não há espaço para o diálogo.


Não se trata de mera divergência política, mas sim de uma divergência moral. Uma pessoa que defende a ditadura não está no campo da discussão política. É um déspota.


Quem defende o golpe não o pode fazer sob a proteção de uma suposta manifestação democrática. Não se pode defender a morte usando a liberdade de expressão como baluarte. É uma contradição lógica, se não bastasse ser um défice moral.


O bolsonarismo não suporta a dialética, pois ela está à margem da sua articulação cognitiva. São apegados ao poder e querem fechar o Congresso e o Judiciário na bala e governarem sozinhos. Tudo o que diverge da sua ideologia deve ser suprimido, derrubado, derrotado pela truculência, pois este é o único recurso que um ignorante dispõe.


Bolsonaro sabe que seu governo está comprometido e agita desesperadamente um nicho minúsculo da extrema direita, enquanto faz acordos com o centrão. Depois da dissidência morista e do caos pandêmico, só lhe resta terminar o mandato e quiçá a inelegibilidade de um impeachment.

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