Quem olha para os animais que puxam carroças em Cianorte?

Atualizado: Jan 24

Aida Franco de Lima – Professora universitária há 20 anos. Dr.ª e Mestre em Comunicação e Semiótica (PUC-SP), Jornalista e Especialista em Educação Patrimonial (UEPG - PR); Guia Especializada em Atrativos Turísticos Naturais (SENAC - EMBRATUR);Técnica em Vestuário (CEEP - PR); escritora (Série: Guardador de Palavras da Gabi).



#Animal 'escorregou' na #avenida #Brasil, quando carregava #carga de tijolos (Foto: Divulgação)



Ainda é muito comum nas ruas de Cianorte, e cidades do Brasil afora, a figura do carroceiro. Aqueles homens de idade mais avançada, que utilizam carroças puxados com cavalos, burros, mulas ou similares. Alguns aparentam ser bem cuidados, outros esqueléticos e em estado de visível sofrimento.


Aos poucos esses animais usados para ‘fretes’, desde o transporte de pequenas mudanças a entulhos, foram substituídos por pequenos automóveis ou caçambas de entulhos, mas ainda assim muitos deles permanecem nos pontos, à espera de uma ‘corrida’. Sem mencionar as cidades turísticas que os usam para fins de lazer, cavalgadas, romarias e afins.

É por meio do trabalho desses animais que muitas famílias ainda são sustentadas e através deles que elas se locomovem não apenas na zona rural, mas nas vias urbanas, e são utilizados (e muito) para coletar materiais recicláveis. Sem horário pra começar ou terminar, se limite de distâncias. Basta olhar para os lados e eles estão nos semáforos, nos terrenos baldios, amarrados no sol, em busca de um canto com sombra.



#Bebedouro foi desativado, mas os #animais continuam #perambulando pela ruas (Foto: Aida Franco de Lima)


Em Cianorte, na antiga Feirinha do Pastel, há um antigo bebedouro, que há alguns anos era parada obrigatória, onde os carroceiros levavam os animais para que saciassem a sede. A água deu lugar à terra, foi transformado em uma floreira e está abandonado. Afinal, quem se importa com esses animais?


Algumas cidades brasileiras já regulamentaram a situação estipulando prazos para proibição do uso desses animais em vias urbanas, substituindo-os por veículos movidos por energia elétrica, como os chamados cavalos de lata ou outras alternativas.


Após muitas manifestações nas redes sociais e junto à Câmara dos Vereadores de Cianorte, algumas leis foram implementadas e foi adequado um local para levar animais de grande porte que costumeiramente eram abandonados na cidade. Mas ainda há muito mais a fazer.

O cadastramento desses animais, um trabalho veterinário preventivo, a chipagem dos mesmos (para coibir abandonos e prevenir furtos), um trabalho social junto às famílias que os utilizam, entre outras medidas, são alternativas que deveriam ser levadas em consideração.


Potência de cavalo deve permanecer apenas como unidade de medida e esses animais que tanto ajudaram no desenvolvimento das cidades merecem um final de vida longe do trânsito e com o mínimo de cuidados. Cuidado que muitas vezes não recebem por negligência de quem os explora ou por falta de recursos financeiros. O poder pública deve agir, com muita velocidade.




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