Prefeito de Cianorte: “Estamos com problema seríssimo de oxigênio no PR, não é só aqui em Cianorte"

Aida Franco de Lima – Professora universitária. Dr.ª e Mestre em Comunicação e Semiótica (PUC-SP), Jornalista e Especialista em Educação Patrimonial (UEPG - PR); Guia Especializada em Atrativos Turísticos Naturais (SENAC - EMBRATUR);Técnica em Vestuário (CEEP - PR); escritora (Série: Guardador de Palavras da Gabi).




“Estamos com um problema geral de oxigênio, não é só aqui em Cianorte. O número e fluxo de pacientes aumentou demais nos últimos dez dias e a gente corre um risco muito grande de faltar oxigênio”. Essa é parte da fala do prefeito Marco Franzato, de Cianorte, hoje pela manhã, quando anunciou novas medidas de enfrentamento à Covid-19.

Prefeito Franzato fala sobre o alto consumo de oxigênio e as medidas duras, mas necessárias, para combater a Covid-19


Franzato, em live no Facebook, comunicou que a pedido do Governador Ratinho Júnior, que lhe telefonou, fará um novo Decreto Municipal nessa terça-feira (02) restringindo ainda mais as atividades consideradas não essenciais a fim de combater a proliferação da Covid-19. O Decreto Estadual 6.983/2021 entrou em vigor à 0h do sábado (27) e tem validade até as 5 horas do dia 08 de março, podendo ser prorrogado, estabelece que devem ser suspensas atividades não essenciais em todo o Paraná, restringindo a circulação de pessoas. Cianorte era uma das poucas cidades que mantinham atividades consideradas não essenciais em funcionamento parcial. A justificativa era de que a fiscalização seria ainda mais rigorosa, mas isso causou um forte desgaste político com prefeitos da região.


O prefeito de Maringá, Ulisses Maya, inclusive publicou em rede social, nesse domingo, que fariam barreira sanitária e não atenderiam pacientes de cidades que não respeitassem o decreto estadual, ou chamado ‘lockdown’. Porém, isso não efetivou-se, até porque como foi divulgado, ainda nesse domingo o Hospital Universitário de Maringá, recebeu 3 pacientes de Cianorte. Parecia mesmo que Maya queria dar um puxão de orelha, principalmente em Cianorte, apesar de tal medida ser mesmo inconstitucional.


TESTEMUNHA OCULAR


Afonso Lima, vereador, e condutor-socorrista do SAMU testemunhou a corrida em busca de oxigênio no último final de semana, na UPA, de Cianorte (Foto: Divulgação)


No último final de semana, narrei nesse espaço o drama enfrentado na UPA de Cianorte devido à falta de vagas, situação essa que agravou-se ainda mais que, com a alta demanda de pacientes, provocou o desabastecimento do estoque de oxigênio. Obrigando Cianorte a recorrer a outros municípios para garantir que os pacientes não morressem sufocados, literalmente.

Afonso Lima, 26 anos, eleito vereador em Cianorte, há 03 anos trabalha no serviço pré-hospitalar como condutor-socorrista do SAMU -Serviço de Atendimento Móvel de Urgência. Ele entrou no seu plantão dia 28 de fevereiro, domingo, 07 horas da manhã e trabalhou até 19 horas. E o que ele viu foram cenas delicadas.


A base do SAMU é ao lado da UPA – Unidade de Pronto Atendimento de Cianorte e lá, presenciou algo que ainda não tinha visto. Ou seja, todos os leitos disponíveis da ala de Covid da UPA estavam ocupados e todos precisando de oxigênio. “Aumentou muito a demanda, o estoque não supriria a necessidade dos pacientes que lá estavam. A Secretaria de Saúde e Prefeito entraram em contato com outras cidades para conseguir torpedos de oxigênio para poder atender esses pacientes que necessitavam de cuidados médico e uso de oxigênio”, explicou.


Teve início a um trabalho de tentar transferências para algumas cidades vizinha. Algumas foram realizadas, porém, havia a necessidade de conseguir oxigênio para suprir a demanda da UPA. “Antes nunca aconteceu isso, desde o começo da pandemia, não acontecia de utilizar todos os leitos da UPA para esse tipo de atendimento e conseguiam levar normalmente”, explica Afonso Lima. “Como a Santa Casa está cheia, não tem vagas disponíveis e também o Paraná como um todo com poucas vagas disponíveis, sobrecarregou a UPA que tinha alguns leitos. Mas eles foram completados com alguns pacientes, obrigando a UPA a pedir oxigênio em cidades vizinhas para suprir toda a demanda”, explicou o socorrista.


De acordo com o jornalista Walter Pereira, da Tribuna do Interior, de Campo Mourão, em matéria publicada no último dia 28: ""A cidade tem 6 leitos de UTI-Covid. Todos ocupados. Enfermaria, com capacidade para 13 pacientes, estava até esse sábado com apenas 2 vagas. Nesta semana, o hospital que faz atendimento para a 13ª Regional de Saúde de Cianorte fechou metade "por falta de profissionais. "Além disso, a cidade criou na UPA 7 leitos exclusivos para atendimento de pacientes com Covid e abriu outros 7 leitos nos mesmos moldes no Centro de Eventos. Todos estão ocupados. E sete destas com pessoas aguardando vagas em UTI".


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