Por que a imprensa persegue tanto nosso presidente?

Por João Paulo Dantas - jornalista, especialista em audiovisual e cinema.


Essa é a pergunta de 1 milhão de dólares (ou 89 mil reais, como preferirem) da família Bolsonaro e de seus fã-clubes. Praticamente todos os dias saem novas polêmicas ou críticas ao presidente Jair Bolsonaro, mas por quê? A resposta é simples: é obrigação do jornalismo profissional.


Vimos crescer uma grande onda conservadora no país desde o impeachment de Dilma Rousseff, culminando na eleição do atual presidente. Essa mesma onda gerou pseudo jornalistas, ou o que costumamos chamar de blogueiros, aqueles geradores de fakenews, mas ainda vamos chegar neles.





MÍDIA SUJA NÃO DEIXA BOLSONARO EM PAZ?

O fato é que o jornalismo profissional é e deve ser fiscalizador dos atos dos três poderes, e tem a missão de ser a maior oposição a eles, independente de estarem fazendo ou não um bom governo - neste caso, em questão de popularidade.

A mídia - insira aqui o seu adjetivo - não persegue o presidente Bolsonaro, assim como não perseguiu Dilma, Lula, FHC e Temer. Ao mesmo tempo, o jornalismo deve também ser criticado, mas por razões corretas: dar a informação errada, por óbvio; "espetacularizar" algum fato ou usar do sensacionalismo com casos banais: isso para ficar apenas em alguns poucos exemplos. Os grandes e pequenos veículos jornalísticos profissionais erram, mas corrigem-se prontamente.


A GLAMOURIZAÇÃO DOS "BLOGUEIROS" E AS FAKENEWS

Com o advento da internet, como já discorri em artigos anteriores, abriu-se espaço para pessoas de má fé, que utilizam do meio para enganar o cidadão. Claramente não era disso que se esperava nessa revolução digital, mas foi o que aconteceu. No governo Lula, já haviam vários os blogueiros que se alimentavam de dinheiro público para elevar o moral do Governo Federal. No governo Bolsonaro, isso se popularizou, se glamourizou e virou regra.


Ademais, além do advento da internet, a rede social se tornou uma das grandes inimigas da democracia. No mesmo instante em que promove-se a liberdade de expressão de todos, ela também vira campo de guerra e terreno para se cometerem os mais variados crimes, que inclusive interferem em eleições que deveriam ser livres e democráticas. Hoje, claramente, já não são.


Para se ter uma ideia, um dos investigados no acertado inquérito do STF contra as notícias falsas, morava a poucos metros da Praça dos Três Poderes. É a certeza da impunidade. Vamos aguardar as conclusões do inquérito, de modo que em 2022 possamos ter liberdade de fato na hora de formar nossa opinião, nossas convicções e, enfim, o nosso voto.


OPINIÕES NÃO MUDAM FATOS

Para encerrarmos o assunto por hoje, é preciso esclarecer de uma vez por todas: o fato de você ter uma opinião, não mudará a verdade dos fatos. Espalhar deliberadamente notícias falsas à torto e à direito é crime. Reitero: o jornalismo tem a sua missão, e ela está sendo cumprida. Ou, pelo menos, a regra é essa, e toda regra tem exceção.

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