Os desafios do Marcão.

Por Walber Guimarães Junior, engenheiro e diretor da CIA FM.


Vamos ser francos, ganhar as eleições foi até fácil se considerarmos o ótimo histórico do grupo que estava no poder; bons de voto, experientes em campanha e com recursos suficientes para qualquer disputa. Mas isto não muda a história.

O desafio começa agora. Conciliar planos com realidade, projetos com orçamento, visão empreendedora com limitações do serviço público e ambições do grupo político com metas administrativas.

Se a decisão de não buscar a reeleição já estivesse tomada, seria mais fácil; o caminho seria sempre o mais conveniente para entrar na história. Mas, todos nós sabemos, infelizmente, a campanha para reeleição começa no dia seguinte da eleição.

Mais que isto, priorizar suas metas administrativas é até elogiável, todavia quatro anos é muito tempo e isto exige base política. E, sem meias palavras, grupo político pressupõe ações políticas. É até possível montar a base do governo com base na meritocracia, mas o segundo escalão, quanto mais enxuto melhor, depende de composições políticas. Sempre tem o partido que apoiou esperando a sua fatia do poder e o candidato a vereador derrotado, principalmente o fiel nas eleições, esperando por seu espaço.

As questões supramencionadas poderão definir o sucesso da administração do Marcão, mas não são as únicas.

Jogo de cintura para administrar deputados que querem a contrapartida política, contorcionismo para ajustar interesses locais com o projeto estadual que tem eleições em 22 e vem com escalação completa, pronta para atropelar interesses locais. O prefeito se não entende de política, tem pouco tempo para aprender porque este jogo permite poucos erros.

Diálogo com a Câmara, de igual para igual, como se espera na nova política, dificilmente combina com a pressa que o Executivo tem para impor o seu projeto. São muitas questões complexas, desde aumento de IPTU, implantação de estacionamento pago e tantas outras que mexem no bolso do contribuinte e que o vereador não quer assumir o desgaste.

Interação intensa com a sociedade civil que, naturalmente, tem muito mais demandas que verbas disponíveis e que tornam a administração uma eterna tomada de decisão e definição de prioridades e, este é um dos maiores dilemas, a promessa é que agora será diferente. Não teremos o prefeito patrão mas o prefeito líder e isto exige paciência e estratégia para impor suas ideias.

Não será fácil.

Mas o Marco Franzato tem talento. Mais que isto, tem estrela.

Continuo na torcida, Por ele e por Cianorte.

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