O SBT, A GLOBO E A AUDIÊNCIA ONTEM

Por Marco Antônio de Paula Franco


Soou estranho o Jornal Nacional deste sábado anunciar entre um bloco e outro a matéria sobre um time da Segunda Divisão do Brasileirão quando, naquele momento, ainda ecoavam pelos céus brasileiros os fogos palmeirenses da maior conquista que um time de futebol pode ter – o caneco da Taça Libertadores da América.


E mais estranho ainda quando, depois da matéria da Chapecoente, um Bonner com aquela cara de tacho e sem a credibilidade de sempre anunciar que deixara de mostrar imagens da grande decisão da Taça Libertadores porque elas não lhe chegaram a tempo.


Isto posto, o título do Palmeiras, foi registrado na Globo mais com um anúncio fúnebre.


O anúncio de falecimento da própria emissora, na verdade.


Sem o dinheiro do povo, dos políticos corruptos de outrora, a emissora viu ruir seu castelo.


Sem dinheiro, primeiro foi embora o Campeonato Carioca, que teve final mostrada no SBT-Sistema Brasileiro de Televisão, e depois o campeonato de maior interesse popular, a Copa Libertadores da América também migrou para o SBT.


Na tarde de ontem o SBT fez seu maior índice de IBOPE desde 2004, e arrasou com a Globo.


O SBT marcou 25 pontos de média, com picos de 32, entre 17h e 19h03.


A Globo fez 11, a Record 4 e a Band 2.


Em 2004, com a franquia de “Harry Potter” o SBT fez seu record com 31 pontos de média.


Diante de um quadro destes, como mostrar um pouco de ânimo, de alegria?


Ainda mais se for levado em consideração que o campeão do Brasileirão de 2018, da Taça Libertadores de 2020, de uma possível Copa do Brasil de 2020, é o time do responsável por toda esta penúria da emissora, o Palmeiras, do Presidente da República Jair Messias Bolsonaro?


Aff...


(Agora, cá entre nós, dizer que “não lhe chegaram as imagens” num mundo que imagens chegam em frações de segundos é no mínimo imaginar que os telespectadores são todos uns trouxas, um dementes. Se na política você pode mentir porque o povo não pode, em via de regra, ver a atuação efetiva do político, e aí você pode enfiar goela abaixo dele comunistas como FHC, Lula, Dilma e outros canalhas, no futebol isso não funciona desta forma. Você pode Toda Poderosa não fazer a cobertura justa sobre a conquista do time esmeraldino, mas você não pode dizer por exemplo que o lateral Pará é craque. Na Política isso seria possível. Pará poderia ser melhor do que Maradona na sua ótica. Isso em tempos idos. Hoje Pará é Pará e Maradona foi Maradona. Tanto na política quanto no futebol. Mas há, ainda, indícios de recaídas, como essa da falta de imagens e também esta de atribuir ao Santos favoritismo na decisão quando o Palmeiras tinha mais pontos no campeonato, quase o dobro de gols, e também estava na final da Copa do Brasil. Na verdade o Santos não era favorito nem para você mas precisava ganhar para você não ter que esconder imagens do seu fracasso).



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