O mundo pós-pandemia; avaliação do cenário mundial.

Por Walber Guimarães Junior, engenheiro e diretor da CIA FM.

O iminente início das vacinações em massa contra o covid, realidade para todos em 2021, nos permite vislumbrar cenários para o pós-pandemia.

Algumas leituras são bastante óbvias; A China estará muito mais ativa no cenário mundial deixando notório que o poderio econômico, cada vez mais, se reverterá em conquistas estratégicas já os EUA que sob Trump sinalizaram claramente que o bem estar interno está acima das variáveis universais, postura que será suavizada com Biden, sob ameaça de perder o protagonismo mundial, mas que já consolida perdas inquestionáveis como a desconfiança europeia com ações sem precedentes nas relações bilaterais. Atitudes como o corte abrupto do trânsito de pessoas entre as nações, sem comunicado ou consulta prévia, é apenas a evidência mais aguda de um desgaste nas relações que se refletirão em desconfiança por longo período.

Neste cenário, agravado pelo isolamento nacionalista, como arma de enfrentamento da pandemia, a divisão entre as nações e o aumento da competição entre elas poderá ser marcante nos próximos anos. Lembre-se que a eficiência no combate à pandemia estará relacionada à capacidade financeira e a força dos governos em impor suas políticas de imunização. As respostas em países ricos serão mais efetivas que nos demais assim como o rigor dos regimes totalitários imporá resultados mais imediatos como bem demonstram China e Coréia desde agora.

Lógico, as economias sairão em diferentes patamares em 21. Desde o início, economistas renomados admitiam dois cenários para o pós-pandemia; uma leitura pessimista que impunha o padrão L, queda e retomada em níveis inferiores, e a leitura otimista que previa o padrão V, queda e recuperação posterior. Talvez o que se tenha de mais sensato seja a possibilidade da economia com o padrão K, respostas bem diferentes para as nações, queda acentuada para muitos e retomada privilegiada para outros.

Natural que o período inicial poderá ser até de euforia. Os parâmetros estão no piso logo os índices serão expressivos no curto prazo gerando otimismo na economia nem sempre sustentável porque as relações comerciais e os dados de consumo serão revisados com rigor na sequência. A conclusão, diante de um cenário de redução da produção e do consumo, só pode apontar para uma economia menor e com recuperação lenta e gradativa porque o covid não vai desaparecer por decreto.

Na relação dos governos com seus cidadãos, residem as principais alterações no novo normal. Ações de vigilância intensa sobre a população foram admitidas em muitos países e aceitos com naturalidade face às circunstâncias. Ficou evidente que a escolha entre privacidade e saúde recebeu inequívoca resposta a favor da segunda e, por consequência, padrões mais efetivos de controle sobre os cidadãos, poderão ser adotados em muitas nações, nem sempre com o rigor chinês que adotou o smartphone como o Grande Irmão profetizado por George Orwell, mas impensáveis no passado recente.

Resta a avaliação sobre a conduta pessoal.

Melhor que se faça outra postagem.



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