O Lula liberal



Com as tímidas carreatas buscando o impeachment de Bolsonaro em crescente, pessoas começam a se questionar sobre a volta de Lula a presidência, uns com raiva e outros com paixão. Afinal a esquerda e a direita tem o mesmo modus operandi com seus políticos de estimação. Enquanto isso nós que não queremos mugir para nenhum lado ficamos perdidos, procurando uma esperança que não seja nenhum desses dois nomes.


Porém, caso Bolsonaro perca a presidência, e Lula um dia chegue a ocupar essa cadeira, a esquerda baterá no Lula quando ele tomar medidas liberais como fez em seu primeiro mandato? A direita aceitará as medidas liberais do ministro que Lula indicar? Ou só aceitam se for o Paulo “Não privatiza nada” Guedes? Vamos então nesse texto, lembrar situações em que Lula tomou medidas liberais e não foi nem um pouco incomodado pela esquerda, ou chamado de entreguista do país, ou assassino que retira direitos.

Todo liberal sabe que em um governo as contas precisam fechar, ou seja, gastar menos do que arrecadar. Diferente das propostas de governos de direita, de esquerda, sociais democratas e ditadores vem fazendo. E um dos pontos que mais atacam liberais é sobre a reforma da previdência, com os gritos de que os liberais querem que as pessoas trabalhem até morrer e nunca se aposentem.

Tal grito não foi solto em palavras, mas em atitudes em 2003 quando Lula quis passar a sua reforma da previdência, e congressistas do PT votaram contra, sendo posteriormente expulsos da sigla e criando o PSOL. Vamos lembrar o que tinha nessa emenda que o ex-presidente aprovou. Acabou com o benefício integral que funcionários do Estado recebiam, criando um teto. Servidor público aposentado foi obrigado a contribuir com 11%, como dizia seu jargão: nunca antes na história desse país, de fato nunca mesmo Lula, nunca havia sofrido desconto pessoas que já estavam aposentadas.


As forças armadas deixariam o regime especial se dependesse de Lula, porém o centrão (que na época Bolsonaro fazia parte) não achou uma boa ideia, e o ptista teve que voltar atrás e fazer uma concessão (é, Lula teve que jogar com o centrão). Assim como foi com os judiciários, que Lula também queria tirar seus privilégios, novamente não conseguindo devido a pressão da Associação de Juízes Federais do Brasil, fazendo com que a reforma fosse aprovada com um subteto do Judiciário em casa estado.


Além da Reforma da Previdência, que segundo a régua da oposição hoje Lula seria um assassino que retira direitos das pessoas, outras atitudes poderiam chamá-lo de defensor de banqueiros, afinal o Banco Central no seu governo elevou os juros para 26,5%. Sem falar nas famosas PPP’s (Parcerias Público Privadas) que ele também deu continuidade, obviamente sem ser hostilizado como, por exemplo, Dória foi quando sugeriu isso para a cidade de São Paulo. Mas para que não fosse hostilizado por sua massa, Lula trocou a ‘privatização’ por uma ‘concessão’.


E para finalizar esse texto, afinal se fossemos colocar todos exemplo ficaria muito extenso, trago para os mais antigos relembrarem e os mais novos se questionarem, de porque Lula ao assumir a presidência, decidiu abandonar sua ideia inicial de implantar o Fome Zero, e aplicar o Bolsa Família.

O programa Fome Zero consistia no ato de através do Estado criar cisternas, restaurantes estatais e centros de distribuições de alimentos em regiões no Nordeste. Uma atitude centralizada, na mão do governo e nada liberal (onde o indivíduo é livre para escolher). Já o Bolsa Família, carro chefe de Lula por muitos anos, você pode encontrar nos escritos de Milton Friedman economista, liberal, norte-americano que ganhou um prêmio Nobel em 1976. Ele explicava em seu livro Capitalismo e Liberdade, publicado em 1962 que seria aceitável o governo estabelecer um mínimo necessário para custear a vida daqueles que não possuem o necessário para uma vida digna, onde esse programa deveria focar apenas nos pobres, puramente de transferência econômica e não de subsídio para empregadores. Onde não seria o governo que daria o alimento para as pessoas (situação elucidada acima no Fome Zero), e sim o governo daria o dinheiro na mão do indivíduo para que ele pudesse escolher livremente em qual mercado gastar para se alimentar (Bolsa Família te lembra algo?).

É incrível como políticos decidem tomar medidas em que satisfazem apenas suas vontades e não da população. Nunca se esqueça, o Estado nada constrói, nada produz e não gera qualquer riqueza. Ele apenas retira forçadamente o dinheiro de indivíduos, para decidir como irá gastar para te satisfazer (onde ironicamente, quem saberia melhor inicialmente como usar esse dinheiro fosse você e não um burocrata em Brasília). Torço para que vocês estejam prontos para essa conversa. Até uma próxima, abraços.

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