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NÃO ACREDITO!... ESTAMOS INDO PARA O MESMO CAMINHO

Por: Izaura Varella


Deus me concedeu longevidade suficiente para poder falar com a experiência de ter visto “in loco”, a vida de países, hoje tidos como socialistas. O antes e depois.


Quando visitei a Argentina pela primeira vez, nos idos de 1.970, regressei admirada com a organização social que havia naquele país. Não me parecia estar na América do Sul, mas, num país qualquer europeu, com suas construções grandiosas, com a limpeza absoluta nas ruas, nos hotéis, nos restaurantes, nos parques. A educação do povo argentino era admirável. Era capaz de dar seu lugar na fila, de cumprimentar, de desejar boas vindas, de ser generoso. E o que dizer da cultura deste povo? Qualquer papo, até com o guardião do hotel era singelo, culto e acrescentava algo ao conhecimento pessoal. Saí de lá encantada com o respeito e o orgulho que o cidadão sentia em relação à Argentina.


Não vi sequer um mendigo pelas ruas, e a abundância e a riqueza era a principal característica deste povo. Devagar, a esquerda foi-se infiltrando e sem querer e sem saber, silenciosamente, o povo foi dando espaço para mudanças absurdas. Quantas vezes viajei pela Argentina, pela Antártida, por Ushuaia, por Mendonza, por Córdoba, por Buenos Aires, pela Cordilheira dos Andes, por El Calafate, pelas Ilhas Malvinas, por Bariloche, pela Península de Valdez... Perdi a conta das vezes que estive lá. Antes da pandemia passei alguns dias em Buenos Aires. O que vi foi uma miséria de fazer dó, pessoas pedindo comida, malandros na espreita de uma pequena distração suas lojas sem conta de portas fechadas, em pleno dia útil, ruas e avenidas sujas, prédios antigos tradicionais abandonados e um povo diante da pobreza sem saber o que fazer desemprego campeando por toda a parte, com seu dinheiro “peso” desvalorizado completamente. O povo alegre ficou triste!


Quando visitei a Venezuela, andamos por Caracas, uma cidade ordenada, ruas cheias de turistas, lojas lindas, cujas lembranças eram disputadas, e sair às ruas ao anoitecer era uma promessa de bem estar. Restaurantes famosos em suas iguarias venezuelanas, um país rico, afinal sempre foi o maior produtor de petróleo das Américas. Andei pelas “casillas amarijas” com desenvoltura sem medo de ser perturbada. Um povo feliz, rico, farto! Passados uns anos voltei já era Chávez que era o semideus. Senti a cidade cheia de censuras, lixo nas ruas, ônibus lotados de gente simples e faminta, restaurantes tradicionais fechados e toda produção comercial e industrial do país estava sob o controle do Estado.


Quando fui para Cuba e lá fiquei quarenta dias, Fidel era vivo e governava a ilha como um rei fosse. Por mais de 50 anos Fidel Castro dominou a região com mão de ferro com seus soldados domesticados a troco de favores. Tão somente um litro de óleo por família, uma miséria de cesta básica doada pelo Governo, carne nem pensar, sob a guarda constante e permanente do Estado. Prostitutas, tentando disfarçar, se insinuavam para meu marido, mulheres na porta de prédios do governo, discretamente, mandavam suas crianças pedir um dinheirinho, porque notavam que eu não era dali. Mudos, ao se tocar em nome de governantes, mas, falavam muito do sofrimento das famílias quando percebiam que estavam em lugar seguro e não estavam sendo ouvidos. Perto de todos diziam: “Viva La Revolucion”, quando longe diziam bem baixinho: “Maldita Revolucion”. Com muito custo consegui o endereço do Ministro da Saúde de Havana e fui levar algumas camisas costuradas em Cianorte, eis que minha filha médica havia sido cicerone dele em Curitiba durante um congresso de Medicina. O que encontrei? Uma casa antiga, pequena, com três famílias, (filhos, genros e netos) morando nela. Um carro na garagem, velho, carro de museu, pingando óleo na varanda. Um luxo aquela casa, perto das demais que vi.


Eu vi com meus olhos, eu estive lá, e sem nenhuma ideologia tendenciosa percebi o quanto o homem é capaz de ser enganado, lentamente, dominado todos os dias, sem ser capaz de dar-se conta.


Isto está acontecendo no Brasil, diante de nossos olhos, e o Supremo ardiloso vai nos sujeitando a cada decisão parcial que toma!


Izaura Varella, cidadã aflita!

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