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Maria Eliane: a Educação lhe aplaude em pé

Por Ana Floripes - Professora



Maria Eliane de Souza Bergamasco




Ano de 2011, trabalhava no Núcleo Regional de Educação de Cianorte - . A pasta dos Transtornos Globais do Desenvolvimento era uma das responsabilidades da Modalidade da Educação Especial. Naquele tempo, não tínhamos o apoio necessário da área da saúde mental. Então, a Educação foi testemunha de um cenário do quadro de agravamento da doença de muitos estudantes. Não era possível a Educação realizar a parte que cabia à Saúde. Nas reuniões pedagógicas, representantes do Colégio Estadual Igléa Grollmann – EFM, de Cianorte-PR, sempre citavam vários exemplos de estudantes que necessitavam de socorro com urgência. Contudo, para conseguirmos atendimento educacional especializado seria necessário a realização da Avaliação Psicopedagógica no Contexto Escolar. Para tanto, os documentos de Médicos atestando a condição e a necessidade do Apoio Especializado, eram imprescindíveis. O problema maior: faltava esse acompanhamento e nas pastas de vários estudantes, algumas CIDs com diferentes códigos e assinaturas. Ou seja, não havia continuidade nos tratamentos e sim a presença em algumas consultas esporádicas. Não entrarei nesse assunto porque trata-se de uma questão estrutural e o propósito é outro.


Pois bem! Uma das pessoas da equipe que sempre me procurava era a Pedagoga do Colégio mencionado, Maria Eliane de Souza Bergamasco. Ela trabalhava 40h/semanais e eu também. Tinha um estudante que necessitava MUITO de atendimento especializado e sempre a família mudava sua matrícula de Escola. Logo, seus problemas de comportamentos, derivados do agravamento da doença, eram conhecidos e o estigma social era grande. A Avaliação não é fácil de se fazer, mas teria que ser em tempo recorde, porque a presença de um profissional especializado para acompanhar o estudante em questão, não seria a solução, mas minimizaria os problemas ocorridos diariamente na escola.


A pergunta realizada à Maria Eliane: “Em que momento será feita essa avaliação?” Ela respondeu: “Faremos, nem que for na madrugada”. Foi nesse contexto que ela e a Professora Ana da Silva Tudisco, com o apoio total e irrestrito da Diretora Silvia Vilela de Oliveira Rodrigues, levantaram a bandeira em prol da luta do direito aos atendimentos contínuos de estudantes com Transtornos Mentais. Naquele tempo, eu fazia parte do Comitê Estadual de Saúde Mental e há anos buscava aliados.


A Avaliação foi realizada. Em seguida, organizamos o processo e encaminhamos à Secretaria de Estado da Educação do Paraná – SEED. A demanda foi aberta e outro problema ocorreu, não havia professores interessados em assumi-la, era compreensível, o desafio seria enorme, sem o acompanhamento de equipe multidisciplinar da área da saúde mental. Nesse contexto, muitos adoecem ao mesmo tempo. A frase: “Faremos, nem que for na madrugada”, não saia de minha cabeça. Foi o conteúdo a mais doado naquele cenário. Na ausência de profissionais interessados na demanda, pedi para sair do NRE e a assumi, até porque seria o momento de me juntar a um grupo de pessoas que realmente lutaria pela área da saúde mental, em nosso município. Conseguimos muitos resultados positivos, por meio do trabalho coletivo, muitas mãos e corações se envolveram na tarefa.


Em testemunho do trabalho desta exímia profissional, nossa querida Maria Eliane, que também tive o privilégio de estar ao seu lado, no decorrer desses 13 anos de trabalho no Colégio Igléa Grollmann, confesso que muito ela me ensinou com sua dedicação à profissão, sempre determinada e competente em organizar o contexto educacional no qual esteve envolvida, por meio de um trabalho singular e ético no atendimento à comunidade escolar. A excelência é o adjetivo de seu trabalho. Nossos parabéns e agradecimentos por sempre se doar à educação de qualidade e inclusiva.

Maria Eliane, Ana Floripes, Juraci, Cristina (Diretora Auxiliar), Vicentina e Auricélia


A Maria Eliane se afastará do Colégio por questões particulares. Então, desejamos que tudo de melhor aconteça em sua vida e de sua família, pois são referências de AMOR, solidariedade, empatia, gentileza e caridade, nesse planeta. Gratidão por todas as sementes lançadas em todos esses anos. Muitas floriram! Sou testemunha do amor com que cuidou de cada semente, estudante, em nossa comunidade escolar.


"Amigo é coisa pra se guardar debaixo de sete chaves, dentro do coração..."


Sentiremos muitas saudades!


Maria Eliane e Luciana Mara Tachini Barbosa (Diretora) - Preparação das atividades alusivas ao Dia Mundial de Conscientização do Autismo - 02 de abril de 2019






A Comunidade Igléa Grollmann, sente Gratidão!



Nossas preciosidades: estudantes!


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