LUAN, O GAÚCHO DO ESPÍRITO SANTO

Texto de Marco Antônio de Paula Franco


Tem uma piada, favorita minha, de um gaúcho que está à beira da morte e ouve da esposa que ela esteve presente em todas as “cagadas” da vida dele.


E na expectativa de um reconhecimento ela ouve dele que ela lhe trouxe sempre muito azar.


Na vida do Palmeiras, que não está à beira da morte, até pelo contrário, e apesar do Tigres, a gaúcha companheira é o Luan.


Nascido no Espírito Santo, há 27 anos, o zagueiro palmeirense é uma espécie de azar em pessoa.


Todas as cagadas recentes do Alviverde Imponente o zagueirão esteve presente, muitas vezes como autor intelectual, mas na maioria das vezes como autor titular de direito autoral.


Luan não é ruim.


Ele é péssimo.


O grosso de bola a gente não conhece sem a bola, o grosso a gente conhece quando está com a bola no pé.


Repare que quando ele tem a bola surge um milhão de pontos de interrogação na tela.


Ele fica na dúvida se dá um bico – o seu forte -; se joga para um lado, se joga para o outro...


Para trás?


Para cima?


Ele não tem certeza de nada, meu Deus!


E olha que ele nasceu num dos maiores anos da história do Palmeiras, 93, ano esse que ficou marcado pelo 12 de junho, Dia dos Namorados, quando o Palmeiras fez o que mais gosta – golear o Corinthians – e voltou a ganhar um campeonato, o que não fazia desde 76, 17 anos antes.


Com toda aquela ruindade – e Luan é bom nisso – não se tem a menor idéia de como chegou na zaga do time mais rico da América do Sul, e campeão dela dia desses.


Luan, o pior, joga ao lado de Gustavo Gómes, o melhor.


É como se a zaga fosse formada por Oyapoc e Xuí.


Dois extremos, no nosso caso, da qualidade, e não da posição geográfica.


Quando a televisão anuncia sua escalação o torcedor palmeirense arrepia os cabelos.


Este comentarista cai da cadeira.


Luan é uma espécie de carma, uma provação, se sobrevivermos a ele estaremos com o Pai lá.


Por enquanto não estamos dando conta, o céu pode esperar.


Em 2017 Benedetto entrou para o mapa do futebol através do nosso atraso espiritual.


O Tigres seguiu o mesmo caminho.


Na porteira do Luan já passou uma boiada.


Na piada do gaúcho moribundo o Luan é unanimidade.



(A foto é de Weslei Santos/Ag. PressDigital, baixada da Web).



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