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Identidade vs. Preconceito: 21 de março, Dia Internacional da síndrome de Down

Atualizado: Mar 19

Por Ana Floripes - Professora

Maria Clara Morezzi da Silva - (Foto: Divulgação)



“O preconceito nasce do desconhecimento, do medo”. Renato Russo


Você sabe o motivo de terem escolhido, 21 de março para ser o Dia Internacional da síndrome de Down?


O dia 21 de março foi escolhido pela síndrome de Down Internacional (Down Syndrome International www.down-syndrome-int.org/) em alusão aos três cromossomos no par número 21 que as pessoas com síndrome de Down possuem. Daí o dia 21/3. Uma ótima ideia, que pode, inclusive, ajudar nas aulas de Biologia - SD = 21 de março - 3 cromossomos 21 = síndrome de Down. A data, que não era muito conhecida no país, foi mundialmente celebrada pela primeira vez no ano de 2006.


É importante destacar como, a partir da data, instituições, grupos informais e pessoas com síndrome de Down se reuniram para levantar mais alto a bandeira da inclusão, independente das linhas de pensamento que cada um segue. O objetivo é combater o preconceito e lutar para que os direitos de cidadão das pessoas com síndrome de Down sejam respeitados. (...) A aceitação do outro como legítimo não é um sentimento, mas um modo de atuar. Assim, não há porque considerar pessoas mais ou menos amorosas. No processo de inclusão, temos de abrir espaço para a pessoa humana, e aceitá-la como é, sem exigências. Pois se amamos/aceitamos, não fazemos exigências. O discurso da escola muitas vezes é o discurso da exigência. Se a escola diz que não sabe trabalhar com cegos ou surdos ou síndrome de Down, é por que lhes exige que vejam, que escutem, ou que tenham apenas dois cromossomos 21. Ao exigir isso, nega a essas pessoas a possibilidade de ver sem visão, escutar sem audição, ou aprender e se desenvolver possuindo três cromossomos 21. (...) (GIL PENA, PROJETO ROMA, 2002, p.55)

O desenvolvimento das pessoas com síndrome de Down depende muito das oportunidades que lhes são oferecidas. Ou seja, do contexto cultural. Esse determina mais do que da carga genética.



Maria Clara Morezzi da Silva - ex- estudante do Colégio Estadual Igléa Grollmann - EFM, de Cianorte- PR - Vídeo gravado no ano de 2015.



Turma Terceirão Isaac Newton (2017)

A síndrome de Down é uma condição genética, marcada pela presença de um cromossomo a mais nas células da pessoa, e causa o atraso no desenvolvimento motor, intelectual, físico e psíquico.


John L.H. Langdon-Down (1828 - 1896), foi um médico inglês, reconhecido pelo trabalho com crianças com deficiência Intelectual. Descreveu, em 1866, as características de uma criança com a síndrome de Down e a classificou como "Mongolian Idiots". Erroneamente, ele definiu a alteração cromossômica como uma doença e a denominou de “mongolismo”. A utilização desse termo teve por base o estabelecimento de uma relação de semelhança morfológica entre as pessoas com a síndrome de Down e a etnia mongol. Dr. Down acreditava que a síndrome representava uma "regressão, por degeneração, a uma raça mais primitiva".


Jérôme Lejeune (1926 - 1994), foi médico e professor de Genética Fundamental. Em julho de 1958, aos 32 anos, depois do exame dos cromossomos de uma criança com "síndrome de Down", descobriu a existência de um cromossomo a mais no par 21. Quase todos os seres humanos tem 46 cromossomos nas células somáticas, 23 herdados da mãe e 23 do pai. Nas pessoas com a síndrome de Down, ao invés de 46, possuem 47 cromossomos na célula e este cromossomo extra se liga ao par 21. Então surgiu o termo Trissomia do 21, que é o resultado da não disjunção primária, que pode ocorrer em ambas as divisões meióticas e em ambos os pais.


No ano de 1959 Jérôme publicou seus resultados de pesquisa na revista da Academia de Ciências da França, junto com dois colegas cientistas, Marthe Gauthier e Raymond Turpin. Em 1960, todos os resultados desses trabalhos de pesquisa foram o objeto de estudo em seu doutorado. Somente no ano de 1961, por meio de um artigo, assinado por 19 pesquisadores, propuseram a substituição do termo "mongolismo" por trissomia 21, mas o termo não foi abolido de imediato. Na 8ª Assembleia da Organização Mundial da Saúde também houve posicionamento contra o uso do termo "mongolismo", quando um membro da delegação da Mongólia disse ao diretor da OMS que o termo era ofensivo e deveria ser evitado futuramente, tanto para as pessoas com síndrome de Down, quanto para a nação.

A síndrome de Down, não é uma doença e também não está vinculada à consanguinidade; e sim a uma alteração genética. Jérôme Lejeune refutou a ideia de que a síndrome era uma espécie de involução às raças inferiores. Enfim, as palavras "mongol" e "mongoloide" refletem o preconceito racial da comunidade científica do século XIX, e o nome dado à síndrome, foi em homenagem ao Dr. John L. H. Langdon-Down, precursor dos estudos.


Para saber mais, acessem:


Matéria gravada em 2017


http://g1.globo.com/pr/parana/videos/v/uniao-entre-professores-pais-e-alunos-promove-inclusao-em-colegio-de-cianorte/5742458/


http://g1.globo.com/pr/parana/paranatv-2edicao/videos/t/edicoes/v/escola-estadual-da-exemplo-de-inclusao-social-de-pessoas-com-sindrome-de-down/5753782/


Conteúdos Curriculares: História, Biologia e Sociologia

http://www.diaadiaeducacao.pr.gov.br/portals/folhas/frm_detalharFolhas.php?codInscr=4049&PHPSESSID=2019013119265240


http://www.diaadiaeducacao.pr.gov.br/portals/cadernospde/pdebusca/producoes_pde/2009_uem_educacao_especial_artigo_ana_floripes_berbert.pdf


http://www.diaadiaeducacao.pr.gov.br/portals/cadernospde/pdebusca/producoes_pde/2009_uem_educacao_especial_artigo_ana_floripes_berbert.pdf



Atenção: 10º Simpósio Internacional da Síndrome de Down (Trissomia 21) 100% Online 20 de março de 2021, 09h - 21 de março de 2021, 13h30 - São Paulo - SP DESCRIÇÃO DO EVENTO O 10° SIMPÓSIO INTERNACIONAL DA SÍNDROME DE DOWN (TRISSOMIA 21) será realizado nos dias 20 (9h-18h30) e 21/03/2021 (9h-13h30) via transmissão online, em homenagem ao Dia Internacional da Síndrome de Down que é comemorado em 21/03, remetendo à Trissomia 21 (T21). Nessa edição reconectaremos ao tema escolhido pela Comissão Científica que é “Democratizar a Diversidade, Construindo a Inclusão e a Autonomia” com o objetivo de apresentar, através de palestras e debates, inúmeras possibilidades que norteiam a autonomia familiar, social, educacional e econômica, adequando o conteúdo com informações técnico-científicas dos mais recentes avanços que envolvem o presente e o futuro das pessoas com Trissomia 21, incluindo o momento pandêmico da COVID-19.   No decorrer desta caminhada compartilhamos informações e conquistas sobre temas variados, como, por exemplo, escolaridade, saúde, direito, nutrição, atividades físicas, genética, inclusão, autonomia, trabalho, envelhecimento, entre outros e com toda esta experiência adquirida acreditamos que poderemos oferecer novas perspectivas e ideias na intenção da construção de uma sociedade melhor, mais inclusiva e que possa proporcionar mais oportunidades. Queremos evocar o maior número possível de formadores de opinião que tenham intenção de construir um vínculo, um alicerce de ética e apoio social para a população com T21. We touch the future when we teach (Tocamos o futuro quando ensinamos). Prof. Dr. Zan Mustacchi Coordenador Científico www.sindromededown.com.br Realização: CEPEC-SP  Canal T21SíndromedeDown  Maiores informações acessem: https://www.sympla.com.br/10-simposio-internacional-da-sindrome-de-down-trissomia-21-100-online__1114199




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Referências


PENA, Gil. A deficiência intelectual em indivíduos com síndrome de Down é consequência de privação cultural, não uma determinação genética. Texto publicado na A Inclusive em 08/07/2009.




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