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Iconoclatia!

Por Walber Guimarães Junior, engenheiro e diretor da CIA FM.


Perdoem-me se me aproximo do exagero, mas vou fazer um exercício de negação de icnoclastia (movimento político religioso de adoração de ícones) com as afirmações abaixo;


- Bolsonaro não é democrata;

- Lula não é honesto;


Claro que sei que a leitura destas frases decorre de conceitos pessoais, cuja elasticidade depende da identidade com suas crenças, como bem explica a teoria das comunicações, com amplo respaldo da psicologia, que nos ensina que estaremos sempre dispostos a aceitar tudo que se identifica com nossa fé, sejam conceitos gerais, político, esportivo ou religiosos.


Sei também que apenas um pequeno grupo rejeitará ambas as afirmações e também um grupo minoritário aprovará a ambas porque a grande maioria acredita em apenas uma delas e tem milhares de razões para confirmá-la.


A questão central não é esta porque não há problema em se formar opinião acerca de qualquer assunto.

Assistimos impotentes uma intensa campanha de marketing, com uso abusivo de fakes em redes sociais, que conduz a leituras agressivas e, acreditem, milhões de brasileiros estão cada vez mais convencidos que vivemos uma apocalíptica disputa entre o bem e o mau.

Sinto muito decepcionar a quase totalidade dos amigos mas preciso afirmar com todas as letras; poucas vezes na nossa história estivemos diante de tanta mediocridade, Bolsonaro ou Lula, que tem juntos 80% da preferência dos brasileiros, talvez nem sejam antidemocratas ou desonestos mas, com toda certeza, estão muito aquém da grandeza que o cargo que almejam exige e estão a anos luz de representarem a solução de nossos problemas.


Sinto em ambos muito mais latentes o apego ao poder e o personalismo característico do caciques políticos que permeiam a nossa história.


Lamento exprimir minha opinião com clareza, e até uma dose de crueldade; qualquer um dos dois, ao ganhar, se entregará docilmente ao colo do centrão e continuarão com a trágica política de acalentar a elite política e se ajoelhar diante do patronato financeiro e industrial.


Antecipo também com ousadia que, no nosso horizonte político, está a liberação de reeleições infinitas, com o beneplácito do Congresso, seguindo a rotina autocrática sul americana das últimas décadas.


Natural que você, ao acompanhar o textão, espere por sinais alternativos que não me julgo capaz de emitir embora acuse as principais razões do vácuo de lideranças; personalismo exarcebado da nossa política que sobrepõe nomes à ideias.



Limito-me, com atrevimento, a cravar com firmeza; nenhum deles vale o ódio que semeiam no coração de milhões de brasileiros, cheios de boa vontade e desprovidos de cultura política que os permita perceber que são apenas instrumentos úteis na mão da costura, ao estilo goebbels, que os transforma em marionetes perdidas no tabuleiro político em um jogo que não entendem as regras.

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