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Hidrelétricas ameaçam áreas agricultáveis, flora e fauna de Cianorte, Jussara, Terra Boa e São Tomé

Atualizado: Jun 14


SE IMPLEMENTADAS, OBRAS IRÃO DEVASTAR POTENCIAL TURÍSTICO REGIONAL



Por: Aida Franco de LimaProfª. Dr.ª e Mestre em Comunicação e Semiótica, Jornalista e Especialista em Educação Patrimonial; Guia Especializada em Atrativos Turísticos Naturais;Técnica em Vestuário; Escritora da Série: Guardador de Palavras da Gabi.


Cachoeira do Rio Ligeiro, entre Cianorte e Terra Boa, se preservada pode movimentar a economia de toda a região, em torno das atividades diretas e indiretas com o ecoturismo (Foto: Anderson Theodoro)


O sinal vermelho está dado e a sociedade paranaense está se mobilizando para impedir que áreas agricultáveis, de pequenos e grande proprietários, inclusive de pesqueiros e pequenos espaços de lazer, como outras que pertencem à sociedade em geral, as públicas e de preservação permanente, sejam completamente submersas. Em nome da geração de energia elétrica por meio de fonte hídrica, em detrimento de levar-se em consideração o uso de energias alternativas como a solar e eólica, grandes empresários articulam-se para construir as chamadas PCHs - Pequenas Centrais de Hidrelétricas ou CGHs – Centrais Geradoras Hidrelétricas em diversos pontos de rios do Paraná. Pequenas nos nomes, não deixam de provocar danos gigantescos. Cianorte, Terra Boa, Jussara e São Tomé são a bola da vez, e se nada for feito, as maravilhosas cachoeiras do Rio Ligeiro e dos Índios serão extintas e nossos rios impactados ainda mais.


Literalmente afogadas, além das próprias cachoeiras, se essas usinas forem aprovadas, morrerá uma riquíssima biodiversidade, da fauna e flora, impactando de maneira desastrosa na vida de todos. A alteração dos cursos de rios, interfere na migração dos peixes, na estabilidade climática, provoca assoreamento e mudança drástica da paisagem, entre outros inúmeros problemas observados por cientistas. Não há nada que pague esses e outros danos incalculáveis. Animais que não morrerem afogados, são condenados simplesmente porque invadirão outras áreas já ocupadas, simples assim.


Entre Cianorte e Jussara, pequenos saltos que podem ser usados para prática de turismo de aventura, como o rafting (Foto: Anderson Theodoro)


Sim, precisamos de energia, mas energias limpas, renováveis, sustentáveis! Nessa última segunda-feira, na sessão da Câmara dos Vereadores de Cianorte, o vereador Tuíka, do Partido Verde, também fez um alerta sobre essa grande ameaça para nosso ecossistema. E precisamos que mais vereadores e gestores, conselhos de turismo e meio ambiente, ONGs, sociedade em geral se posicionem. Não apenas de Cianorte, mas de todas as áreas afetadas, direta e indiretamente. De qual lado irão ficar? Ao lado da sociedade, que costuma dividir os ônus de empreendimentos dessa esfera ou ao lado de grandes grupos empresariais que ficam com os bônus?


Cachoeira do Rio dos Índios, em São Tomé continua sob ameaça. Se preservada, pode ser engrenagem principal para movimentar a economia regional em torno do Turismo Ecológico (Foto: Anderson Theodoro)


Precisamos de nossas terras, nossas florestas e rios livres, limpos. Porque quando essa pandemia passar as pessoas vão querer se ver, se aglomerar, passear, viajar, comer, se divertir. E não farão isso em áreas alagadas, mas sim, nas terras preservadas! A nossa riqueza natural é uma espécie de galinha dos ovos de ouro e para que todos possamos lucrar com isso, precisamos dela viva e muito bem cuidada. O ecoturismo, o ICMS Ecológico são apenas algumas das alternativas de renda, que movimentam a economia de modo contínuo. Promessa de geração de empregos (temporários) por conta de construções de hidrelétricas, sejam elas grandes ou pequenas, é o mesmo que matar, a galinha de ovos de ouro, nossa biodiversidade.

Pense, reflita. Ninguém é contra o progresso. Mas progresso tem que adequar-se ao que nos resta da natureza e não ao contrário. Se há energias alternativas, por quais motivos vamos ignorá-las?


Assunto foi levantado na última sessão da Câmara dos Vereadores de Cianorte e espera-se a posição dos demais integrantes da Casa Legislativa e sociedade em geral


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