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Genocídio planejado


Foto: Domingos Peixoto


Vou revelar a estratégia adotada pela maioria dos governantes brasileiros na condução da pandemia e, nesse caso, não apenas pelo Presidente da República.


Para aqueles que, assim como eu, se assustam com 4 mil mortes diárias por uma doença para a qual já existe vacina.


Para aqueles que se assustaram com o novo recorde da pandemia: pela primeira vez na história morreram mais brasileiros do que nasceram. Uma estatística demográfica prevista para 2047 antecipada para 2021.


Uma proporção simples:


De 7 bilhões de habitantes no mundo, o Brasil tem um pouco mais de 3%, com seus 211 milhões.


De 2,92 milhões de óbitos por Covid-19 no mundo, o Brasil tem 12%, com 350 mil mortes.


Ou seja, para cada 100 pessoas no mundo, 3 são brasileiras. Enquanto que, para cada 100 mortes por Covid-19 no mundo, 12 são brasileiras.


Entre 28 de março e 3 de abril de 2021, a Covid-19 matou mais que a soma de todas as outras doenças no Brasil.


Para quem ainda se sensibiliza com esses números, é preciso compreender que essa é nova normalidade imposta. Nos gabinetes de todo o país, os prefeitos, os governadores e o Presidente fazem as contas do coeficiente de mortes aceitável pelo senso comum.


A maneira que eles adotaram para conduzir a pandemia pressupõe impor um novo padrão de vida. Tratam como se fosse uma doença comum, que precisamos lidar com um pesar fugaz.


Nesse novo padrão é normal morrerem pessoas do “grupo de risco”. Idosos, diabéticos, hipertensos, asmáticos são seres descartáveis. Essa é a lógica que opera dentro dos gabinetes dos administradores públicos. É preciso aceitar o quadro pandêmico como uma condição pré-existente da vida.


A intenção deles é que a população aceite a vida como ela é dentro desses novos parâmetros: é normal pessoas com mais de 60 anos morrerem por Covid-19. É normal pessoas com diabetes morrerem por Covid-19. É normal pessoas hipertensas morrerem por Covid-19.


Custa acreditar que esse é o novo padrão. Mas de fato é a política adotada, porque é a mais fácil: não é preciso investir em saúde, comprar vacina, usar máscara. E, além disso, é o que a população realmente deseja: bastar ignorar o vírus, pois as mortes já aceitamos.


Finalmente o Brasil nos revelou a sua verdadeira face. Sempre fomos ingênuos em acreditar na vida, no país em que Direitos Humanos sempre foi coisa de vagabundo, onde elegeram o cara que queria fuzilar 30 mil, a petralhada toda, que saldou torturador.


Esqueçam as leis. Se o poder público tem o poder de deliberar quantas mortes vão ocorrer em um dia, em um mês, ou enquanto durar a pandemia, não temos mais um Estado de Direito. A única coisa que impede a barbárie total é a ilusão de viver com liberdade.


É isso. Fracassamos como civilização. Somos um erro no curso da história humana.


Edição nº 1: Dados e números de 15/04/2021.

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