Fedor em Cianorte é falta de respeito com a população. Até quando ?

Aida Franco de Lima – Professora universitária. Dr.ª e Mestre em Comunicação e Semiótica (PUC-SP), Jornalista e Especialista em Educação Patrimonial (UEPG - PR); Guia Especializada em Atrativos Turísticos Naturais (SENAC - EMBRATUR);Técnica em Vestuário (CEEP - PR); escritora (Série: Guardador de Palavras da Gabi).


Há muitos anos esse problema é recorrente. Ontem de noite, dava vontade de vomitar, com o mau cheiro que toma conta de nossa Cianorte. É importante sim manifestar nas redes sociais, pois os políticos e empresários tem assessores pagos para monitorá-las. Mas é fundamental registrar no Ministério Público as demandas sociais, a fim de que o mesmo tenha subsídios para exigir que as leis sejam cumpridas, que os órgãos de fiscalização e sanitários exerçam seu papel.


Todos temos direito a um ambiente equilibrado! Devemos lutar por um ar fresco, livre da podridão que tem sido criminosamente cometida contra nossa saúde coletiva. Vá ao Ministério Público - Casa da Cidadania. Leve apenas seus documentos pessoais (CPF), não paga nada, é rápido! Vamos lutar por nossos DIREITOS.


Print de parte de um dos abaixo-assinados em que moradores pedem providências para o mau cheiro que toma conta de Cianorte, há mais de 16 anos (Foto: Divulgação)


O ‘ontem’ a que se refere esse texto, foi em 7 de março de 2018 e podem perceber que nada mudou de lá para cá. Em breve o meu protocolo 0036.18.002049-1 registrado no MP fará aniversário. Deve ser “Bodas de Fedor”. Na época saíram diversas matérias na TV, nos jornais, rádios, sites, postagens na internet, um abaixo-assinado com 750 assinaturas e outro com 662 assinaturas, protocolos diversos, entre outros. Foi formada uma comissão na Câmara para investigar as origens, houve justificativa dali e daqui. Soube de modo extra-oficial que até mesmo um pequeno produtor que cultivava bicho-da-seda teria saído como bode expiatório.



Cópia de protocolo realizado no ano de 2018, no Ministério Público (Foto: Arquivo pessoal)


A cidade inteira reclama do mau cheiro. Conforme o horário e a direção do vento, as casas são invadidas por um odor insuportável. Lembra cama de frango, lembra osso queimado, lembra que não temos nossos direitos respeitados. Se fosse um pequeno empresário, já teriam fechado seu comércio, exposto seu nome, processado, multado. Talvez, envergonhado, seria banido de Cianorte. Mas não é isso que temos notado, ou cheirado.


Ninguém quer fechar empresa, ninguém é contra o progresso. O que desejamos é que a origem do problema seja investigada e que os responsáveis invistam em equipamentos que despoluam a carga tóxica antes de borrifa-la em nosso ar. Tecnologia há, talvez o que falta é saber que a caneta das leis também pode pender pro lado mais fraco, no caso nós, moradores de Cianorte. Essa conta não cheira bem, afinal, estamos ficando com o ônus, o fedor. E quem polui o meio ambiente, com o bônus, os lucros e a economia em não investir na proteção ambiental e jogar essa conta para nossas narinas.


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