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Exclusivo - Simone Tebet é contra a reeleição para Presidente da República

Por: Marcio Nolasco - Analista de Políticas Públicas


Com exclusividade para o Bisbi Notícias, recebemos uma matéria para divulgação em toda região noroeste do Paraná, onde a pauta se refere às ideias e posições políticas de Simone Tebet


A pré-candidata do MDB à Presidência da República, senadora Simone Tebet, afirmou, nesta segunda-feira (20), que é contra a reeleição para a Presidência da República e defendeu mandato de cinco anos. “A reeleição foi um erro no Brasil”, disse, em entrevista ao Podcast “O Assunto”, transmitida ao vivo do estúdio do G1, em São Paulo, com a jornalista Renata Lo Prete.


Para a senadora, a reeleição se mostrou um dos elementos que levam à corrupção e para se manter no poder quebram o país. “Foi assim com Lula, como o ‘mensalão’, depois com o ‘petrolão’; foi assim com Dilma em relação ao setor energético, segurando o preço da energia; e está sendo agora com Bolsonaro, que está praticando medidas eleitoreiras das mais radicais, intervindo de novo na Petrobras, por exemplo. Nesse aspecto são os dois lados da mesma moeda. Isso só se resolve de uma forma: o fim da reeleição, com mandato de cinco anos", declarou Simone Tebet.


A senadora lembrou que assinou no Senado Federal uma PEC pelo fim da reeleição. Se aprovada, a proposta teria validade para a eleição de 2026.


Simone Tebet frisou que sua pré-candidatura - que une os partidos MDB, PSDB e Cidadania - tem como proposta central a pacificação do país. “Ela é um pacto a favor da sociedade brasileira”, disse. “O Brasil precisa de paz para poder sorrir. A polarização nos leva para o abismo, o ‘nós contra eles’, cria crises artificiais que não permitem que os problemas do país sejam resolvidos”, completou a senadora.

Foto: Exclusividade bisbinotícias - concedida reprodução desde que mencionada a fonte


Veja outros tópicos da entrevista:


Novo Bolsa Família


Simone Tebet antecipou que sua equipe prepara um projeto de transferência de renda, que ela chama de “Novo Bolsa Família”. “Quem tem fome, tem pressa. Por isso, temos de zerar a fila das famílias que estão aguardando um mínimo de R$ 400 só para sobreviver. Vamos apresentar no momento certo um grande projeto revolucionário que está sendo preparado. Não teremos um prazo limitado de duração do programa de 12 meses. Em contrapartida, deve ser pautada por critérios claros, como a obrigatoriedade de manutenção dos filhos das famílias beneficiadas nas escolas”.

“Sou candidata à Presidência da República porque, como mãe, não posso admitir que outra mãe sofra a dor de ver seu filho chorar porque não tem condições de lhe dar o que comer.” Na sequência, destacou: “Estamos falando de um país que alimenta o mundo. Nós alimentamos 800 milhões de pessoas no planeta. Com um país dessa grandeza, como podemos admitir milhões passando fome? O objetivo principal da minha candidatura é erradicar a miséria. Não é possível admitir, em um país como nosso, uma única criança dormindo com fome todos os dias.”


Educação


A Senadora considera ainda que, em paralelo às ações emergenciais de combate à fome, “temos de colocar a educação como uma pauta prioritária nacional”. “E é uma falácia dizer que se demora duas décadas para mudar a educação em um país”, pontuou.


Petrobras


Questionada se a privatização da Petrobras garantiria gasolina mais barata ao país, Simone foi taxativa: “Ao contrário”. A senadora frisou que o governo federal não pode intervir em uma sociedade de economia mista, com acionistas privados, mas ter o mínimo de controle, pois é sócio majoritário, indicando o presidente da estatal e um grupo de conselheiros. “A privatização da Petrobras é um assunto estéril, pois ele não passa no Congresso Nacional neste momento”, destacou.


Teto de Gastos


Para a senadora o Teto de Gastos é um meio para se alcançar um fim. “Você não faz as ações sociais necessárias se não tiver dinheiro, se não for econômico, transparente e mostrar eficiência. Defendo o Teto de Gastos de forma flexível”, e acrescenta, “ele não pode ficar indefinidamente. A responsabilidade fiscal é um meio que só existe para alcançar um fim, que é a responsabilidade social.“


Violência Política Contra a Mulher


“Se a mulher fala manso, é considerada frágil, fraca para a política; se mostra força, se impõe suas ideias, é uma pessoa que usa um tom professoral; se fala alto, é chamada de histérica. Essa é uma forma histórica de agressão contra a mulher.”


Foto: Exclusividade bisbinotícias - concedida reprodução desde que mencionada a fonte


A parlamentar citou uma frase da escritora Simone de Beauvoir, segundo a qual a mulher não nasce mulher, mas se torna com as diversidades da vida. “Ela se torna mulher quando começa a receber nãos, quando é discriminada e tem de criar coragem”, acrescentou a pré-candidata. “Eu era uma pessoa extremamente tímida. Na primeira vez que cometeram esse tipo de violência política contra mim, fui ao banheiro chorar. Na segunda, não chorei, segurei, mas não soube reagir à altura. Na terceira, estava pronta, ‘comigo, não’. Eu me empoderei porque sei da responsabilidade que tenho.”



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