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Ex-jogadora da Seleção de Vôlei 'saca contra' o Brasil

Aida Franco de Lima – Professora. Dr.ª e Mestre em Comunicação e Semiótica (PUC-SP), Jornalista e Especialista em Educação Patrimonial (UEPG - PR); Guia Especializada em Atrativos Turísticos Naturais (SENAC - EMBRATUR);Técnica em Vestuário (CEEP - PR); escritora (Série: Guardador de Palavras da Gabi).


Após repercussão negativa sobre depoimento anti-vacina, a ex-jogadora fez vídeo para retratar-se (fotos: redes sociais)


Nesse fim de semana, a ex-jogadora de vôlei, Fernanda Venturini, fez um vídeo que foi um um completo desserviço ao Brasil. Na fila da vacina, disse que ia tomar a Pfizer, que acha a menos pior, que é contra vacinas, mas que ia tomar pra poder viajar o mundo.

Que falta de respeito com os milhares de brasileiros que nunca tiveram essa oportunidade, que falta de respeito com as milhares de crianças órfãs, de famílias destruídas... Por ser uma pessoa conhecida, influencia muitos outros a escolherem vacinas ou a acreditarem mesmo que vacinas devem ser renegadas.

Muito provável que no bracinho dela, tem o sinal lá de uma vacina, que lhe permitiu sair da infância pra vida adulta, sem uma doença fatal, com saúde suficiente para usar o mesmo braço para defender o Brasil nas redes. Agora, está sacando contra o próprio País.

Com a repercussão negativa, prevendo a perda de patrocinadores, gravou outro vídeo dizendo que não foi isso que tentou dizer. Mas o estrago está feito. Que vergonha, que tristeza virou o Brasil.

Em Cianorte tem muita gente escolhendo vacina. Enquanto uns escolhem ou fazem campanha contra, outros 146 mortos (até o último dia 26) muito provavelmente não tenham tido a mesma oportunidade. E, mesmo aqueles vacinados, precisariam que os demais também estivessem para aumentar a imunidade e chances de sobrevivência. Precisamos da imunidade coletiva através da vacina e não pela contaminação. Nenhuma doença é boa, ainda mais uma tão desconhecida como a Covid-19.

Defenda o político que desejar, mas defenda antes de tudo a VIDA. E nesse momento, precisamos que, mesmo com poucas vacinas, as pessoas vacinem-se no momento que for a vez de cada uma, sem escolher a vacina, como se fosse uma peça de roupa. Se você não está grávida, lembre-se: vacina NÃO é roupa, use a primeira que aparecer.