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Eugenia não ficou no passado: cama de Procrusto

Por Ana Floripes - Professora




— Pai, porque é que as coisas têm contornos?

— Têm? Não sei. A que tipo de coisa te referes?

— É que quando desenho coisas, por que elas têm linhas que as delimitam?

— Bem, e se fossem outras coisas?... Como um rebanho ou uma conversa... Você também desenharia contornos?

— Não sejas assim, pai. Não posso desenhar uma conversa. Estou falando de quando desenho coisas!

— Está bem. Eu estava só a tentar saber o que é que tu querias dizer. Isto é: “damos contornos às coisas quando as desenhamos”, “ou as coisas têm contornos quer as desenhemos ou não”. Adaptado de Baterson (1989).




"Uma pesquisa recente mostra que o número de bebês britânicos nascidos com síndrome de Down caiu pela metade após a introdução da triagem pré-natal não invasiva (NIPS). Segundo o The Telegraph, desde que o polêmico exame de sangue, que usa tecnologia de DNA para procurar e identificar qualquer potencial de "anormalidade genética" em fetos, foi introduzido no Reino Unido, em 2012, o número de recém-nascidos com síndrome de Down caiu 54%.


Segundo o especialista em deficiências de desenvolvimento, Brian Skotko, que liderou a pesquisa, foi observada também uma queda no número de nascimentos de crianças com Down, nos EUA. Segundo ele, um terço a menos de bebês com síndrome de Down nasceram nos Estados Unidos como resultado do NIPS.


A síndrome de Down é causada por um par extra de cromossomos. Enquanto a maioria das pessoas tem 23 pares de cromossomos, as pessoas com Down possuem uma cópia do cromossomo 21. O par adicional resulta em características físicas e vários graus de dificuldades de aprendizagem. Pessoas com síndrome de Down também podem ter problemas cardíacos, intestinais, auditivos ou tireoidianos.


Segundo o The Telegraph, dados mais recentes mostram que 90% por cento das pessoas no Reino Unido escolheriam abortar se descobrissem que seu filho nascerá com síndrome de Down. Com o NIPS agora se tornando mais amplamente disponível desde que foi introduzido, em 2018, no NHS (serviço de saúde pública do Reino Unido), os ativistas estão preocupados que os exames de sangue possam encorajar mais abortos.


A atriz e comediante Sally Phillips, que estrelou como Shazza na franquia Bridget Jones, teme que mais fetos sejam abortados. A própria Sally tem um filho com síndrome de Down, Olly, de 15 anos, e disse que ser mãe para seu filho tornou a vida dela e de seu marido Andrew 'mais significativa e feliz'".



Fonte: https://revistacrescer.globo.com/Gravidez/noticia/2020/12/nascimento-de-criancas-com-sindrome-de-down-cai-pela-metade-no-reino-unido-pois-pais-estao-decidindo-pelo-aborto.html


A meu ver, para tudo há explicação, por exemplo, na abordagem de Vygotsky, ela é, antes de tudo, contra o que hoje é chamado de uma visão deficitária da deficiência. Logo, o autor citado insiste que “o desenvolvimento cultural é a principal área para compensação da deficiência". Logo, a este respeito, o caminho do desenvolvimento cultural é ilimitado. Portanto, o desenvolvimento da deficiência cultural é anterior às demais deficiências e deve ser entendido como um processo imerso em práticas socioculturais. Nesse sentindo, levando-se para o lado da questão cultural, esse debate seria longo e repleto de argumentos e considerações.


A deficiência biológica somada à deficiência cultural = deficiência ilimitada; preconceito.


Mas, o que diriam as pessoas com síndrome de Down a respeito desse assunto?







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