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Estudo relaciona estereotipias no Autismo com intolerância alimentar


Por Ana Floripes - Professora



Seguem as considerações da Doutora Tielle Machado, a respeito do tema.



O artigo publicado em novembro de 2020 correlaciona transtornos comportamentais alimentares, intolerância alimentar e esteriotipias no autismo. O estudo conseguiu demonstrar que quanto mais intolerância alimentar mais esteriotipias e transtornos alimentares, incluindo seletividade alimentar.


Os pesquisadores separaram dois grupos de crianças de 2 a 6 anos, autistas e crianças não autistas, depois identificaram quais eram os comportamentos atípicos relacionados à alimentação (como seletividade alimentar, recusa alimentar pela textura, cor, etc) e também os principais sintomas gastrointestinais (vômitos, diarreia, dor abdominal, etc). Depois pegaram as amostras de sangue de cada grupo e analisaram as concentrações de anticorpos IgG para 14 tipos diferentes de alimentos. De cara eles já identificaram que no grupo autista a intolerância alimentar era muito superior ao grupos de crianças não autistas, depois ligaram os top 3 alimentos que estavam dentro da análise de anticorpos de intolerâncias alimentares: primeiro lugar: OVO, segundo lugar: LEITE DE VACA e terceiro lugar: TRIGO (outros que costumamos ver na prática clinica também tiveram forte expressão como milho e soja). E olha que foram somente 14 alimentos, e ainda esqueceram de colocar outro que super aparece nos exames: oleaginosas (como amêndoas, amendoim, etc). Além de todos os insight brilhantes relacionando o sistema imunológico x alergias x inflamação crônica x comportamento, eles deixam claro a importância de de investigar além dos sintomas de autismo, o que causam esses comportamento. E também o que pode piorar esses comportamentos e estão relacionados com toda essa bioquímica “desestruturada”.


Se o seu filho(a) é seletivo(a), possui transtorno alimentar restritivo / evitativo, é aí mesmo que deve-se investigar e TRATAR adequadamente as alergias e intolerâncias alimentares, pois o alimento ou substância que o seletivo(a) “escolhe” está DIRETAMENTE relacionado à manutenção e piora do quadro alimentar e dos sintomas autísticos.

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