Escolas Cívico-Militares: 1° Desafio


Após 2020 ter uma pandemia global que interrompeu as aulas presenciais em Escolas do mundo inteiro, no Paraná houve um projeto executivo, aprovado pelo legislativo e consultado pela comunidade de 216 Escolas por 117 municípios em todo o Estado.

Milhares de pais, mães, familiares, estudantes, professores e cidadãos em geral entraram em rápidos diálogos para avaliar e decidir se Escolas de diferentes bairros e cidades iriam manter sua tradição ou se tornariam um misto de Cívico-Militar.

Após o anúncio e finalização das consultas em menos de um mês, 200 Escolas em todas as regiões do Paraná foram escolhidas e aprovadas como Escolas Cívico-Militares pela maioria de seus familiares, estudantes e professores.

Agora, em 2021, o início do ano letivo agendado para esta semana (18 de Fevereiro) em formato Ead e a partir de 1° de Março em sistema híbrido, onde uma parte dos estudantes vão às Escolas sob rígido controle sanitário de prevenção ao contágio de Covid-19 enquanto outra parte dos estudantes acompanham as aulas síncronas pelas plataformas de Internet, as Escolas Cívico-Militares tem seu primeiro desafio...

Nas Escolas regulares e tradicionais, a carga horária mínima é de 200 dias letivos com um mínimo de 800 horas de aulas por ano. Isso em uma média de 5 aulas de 50 minutos por período, somando 4 horas e 30 minutos por turno. Por padronização há décadas as Escolas Estaduais do Paraná iniciam a primeira aula da manhã às 7:30h e terminam a quinta aula ao meio-dia. A tarde a primeira aula se inicia às 13:30h e finda o período às 18 horas.

Agora nas Escolas Cívico-Militares do Paraná a propostas de início e término de cada período eleva o total de horas por período, por dia e por ano.

Conforme padronização, nas Escolas Cívico-Militares cada período terá 6 aulas de 45 minutos cada. No período da manhã que se iniciarão às 7:15h com término às 12h; e a tarde das 13:15h às 18h. Tratam-se de 15 minutos a mais de aulas por período, somando 4 horas e 45 minutos por dia letivo e um mínimo de 850 horas por ano.

A maior carga horária não é problema pedagógico, o desafio é conseguir que as centenas de milhares de famílias e estudantes consigam quebrar décadas de rotinas para se adaptarem aos novos horários de entradas.

Fato que se tensiona quando se observam outros horários pedagógicos exclusivos das Escolas Cívico-Militares que preveem entrada nos portões das Escolas Cívico-Militares até 15 minutos antes da primeira aula de cada período, sendo entrada até às 7h da manhã e até 13h a tarde.

Considerando este tempo de entrada, a rotina das Escolas Cívico-Militares se diferenciam das Escolas regulares em 30 minutos. Ou seja, os estudantes das Escolas Cívico-Militares terão que estar já dentro das Escolas 30 minutos antes do habitual horário das quase 2 mil outras Escolas Estaduais. O desafio é este...

Por dever profissional, dedicação e comprometimento, os professores e demais educadores estarão presentes nas Escolas Cívico-Militares sempre nos horários adequados e pré-definidos. Entretanto, os estudantes e seus familiares, que ao optarem por este modelo de escola não sabiam dos horários alterados, vão conseguir se adaptar?

Um dos temores pedagógicos é que os atrasos e encaminhamentos disciplinares gerem uma onda de transferências de saída das Escolas Cívico-Militares e seu Esvaziamento.

Outra preocupação em dezenas de municípios é a conciliação com o transporte escolar.

Como a maioria dos estudantes que dependem do transporte escolar estão em Escolas regulares, os estudantes das escolas Cívico-Militares terão atrasos tolerados? Ou os horários dos transportes escolares serão antecipados?

Cada município em conjunto com o NRE e Escolas municipais, estaduais e Cívico-Militares deverão encontrar soluções conforme cada localidade.

Por isso o primeiro desafio das Escolas Cívico-Militares do Paraná:

Como conciliar a escolha da comunidade com os horários das rotinas familiares, transporte escolar e adaptação dos estudantes?

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