Erosão no Cinturão


Depois de 2020 com meses de chuvas abaixo da média e sensação de seca pela longa estiagem e baixos volumes de chuvas, Janeiro de 2021 nos traz chuvas volumosas e persistentes por vários dias.

Devido aos Latossolos antigos derivados do Arenito Caiuá e sua estrutura arenosa que permite grande absorção de águas das chuvas e desta forma seu encharcamento, em áreas com pouca ou nenhuma vegetações, sem curvas de níveis ou alta declividade, quando há um grande fluxo de águas, surgem os rápidos e fortes processos de erosões que iniciam em sulcos, passam para ravinas e se tornam voçorocas em poucos dias.

É o caso do nosso Parque Cinturão Verde, especialmente nas margens da Avenida Minas Gerais na altura da rua São Salvador como indicam as imagens. Temos uma Erosão!

Por conter solos arenosos, mesmo coberto pela densa floresta tropical, por estar em áreas que margeiam o espaço urbano em declividade, nosso Parque Cinturão Verde recebe toda a água que cai em nossa superfície urbana. Várias galerias pluviais que captam milhares de litros de águas das chuvas que escorrem pelas calçadas, concretos e asfaltos, entram nos bueiros e seguem descendo pelos dutos subterrâneos até chegar nos rios que nascem e correm dentro do Cinturão Verde. Na saída destas galerias, devido o grande volume de águas e velocidade que alcançam pela declividade, há uma série de dissipadores que freiam e reduzem o impacto das correntezas pluviais no solo arenoso das margens dos riachos.

Devido a alta velocidade e grande volume das águas pluviais, caso nestas galerias surjam trincas ou buracos, os vazamentos podem gotejar ou criar intensas enxurradas. No caso dos nossos solos arenosos em declividade, as Erosões acontecem e os sulcos, ravinas e voçorocas se expandem.

É o que parece ocorrer na Avenida Minas Gerais esquina com rua São Salvador: Na mesma linha de um bueiro que capta águas pluviais, temos poucos metros atrás e dentro do Parque Cinturão Verde uma erosão que já não é sulco e está rapidamente evoluindo de ravina a voçoroca. Podemos deduzir facilmente uma erosão com mais de 5 metros de largura, 3 metros de profundidade e que se estende por dezenas de outros metros Cinturão Verde adentro.

Pela faixa informativa da Prefeitura proibindo a entrada de pessoas não autorizadas, o executivo cianortense já conhece o problema. Esperamos que o controle da erosão que machuca a segunda maior floresta urbana do Brasil seja o mais breve possível para que nossa Fauna, Flora e Sociedade voltem a viver sem a ameaça de arrastar pro buraco a pista de caminhada e a avenida. Não queremos uma nova "Mãe Biela".

@profsta ♻️ #profsta

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