Energia x Apagão = Preço $


Com déficit hídrico, termoelétricas e tarifas vermelhas são acionadas, preço de eletricidade sobe e ANEEL quer taxar em 50% energia solar limpa, renovável e solução bem mais fácil e barata.


Mais uma vez usamos este espaço democrático de diálogo sobre os mais variados temas, trazendo de modo organizado pelas palavras, uma reflexão sobre o por quê da Energia ser Cara e atrasada no Brasil.

Como cidadão crítico e esperançoso de uma sociedade produtiva e eficiente, levanto críticas e sempre busco soluções. Desta forma, analiso os fatos de modo interdisciplinar e transversal, com foco na utilidade, eficiência e necessidade.

Estamos em Maio de 2021, marcados pela pandemia do covid-19 e precisamos partilhar opiniões, reflexões e sugestões para, em sociedade, dialogar e juntos, criarmos entendimento e amadurecimento que podem nos elevar a agir de modo organizado, criando e conquistando melhorias coletivas, sustentáveis e lucrativas a toda a sociedade.

Nestes termos, o assunto de hoje é ENERGIA. Isso mesmo, ELETRICIDADE que liga nossa luz, tv, internet, celulares, computadores, geladeiras, micro-ondas e milhares de outros equipamentos elétricos no campo e na cidade, na agropecuária, nas indústrias, nos comércios, nos prestadores de serviços, no setor público e no setor privado. Todos nós dependemos da Eletricidade!

Imaginar ficar minutos, horas, dias, ou semanas sem eletricidade é uma previsão do caos, pois a produção econômica, atendimento público e até o lazer ficam ameaçados e indisponíveis na maioria das rotinas modernas deste século XXI. A exemplo temos o Amapá que passou vários dias sem eletricidade em Novembro em 2020 e precisou adiar as Eleições municipais.

Sobre a eletricidade, sua produção, distribuição e consumo no Brasil, apesar de ter nas hidrelétricas a principal matriz energética sustentável e renovável, nos últimos anos elevamos o consumo de eletricidade e paralelamente, sofremos crises hídricas marcadas pelas mudanças climáticas e em 2020/21 ainda mais forte pelo fenômeno “La Niña”​ que reduz muito as chuvas no Centro-Sul do Brasil, área de maior ocupação e desenvolvimento socioeconômico, faz os rios e reservatórios das hidrelétricas baixarem o nível, ameaça tanto o abastecimento de água quanto o fornecimento de energia e forçando até o racionamento em algumas regiões Como Curitiba PR há um ano (desde Maio de 2020).

Mesmo com um sistema elétrico integrado nacionalmente, o consumo elevado não permite que uma região abasteça outra apenas com as hidrelétricas. Desta forma, o Operador Nacional do Sistema (ONS) ativa o “plano B”: as Termoelétricas.

As termoelétricas estão prontas, interligadas ao sistema nacional de geração e distribuição de energias, porém são mais caras e poluentes, pois consomem combustíveis fósseis como diesel, gasolina, carvão e gás para acionar as máquinas e gerar Eletricidade.

Logo, o custo a mais de abastecer e ligar as termoelétricas é partilhado entre todos os usuários brasileiros conforme o tempo e o número de termoelétricas acionadas. Tratam-se das bandeiras tarifárias Verde, Amarela e Vermelha. Verde quando as hidrelétricas estão com bons níveis de seus reservatórios, produzem mais eletricidade que o consumo nacional; Amarela quando os reservatórios estão baixando e algumas termoelétricas precisam ser acionadas; e Vermelha quando os reservatórios das hidrelétricas estão baixos, geram pouca energia e as termoelétricas são acionadas em maior número e tempo, o que eleva também o preço médio da energia que muda da Verde à Amarela e da Amarela à Vermelha.

Soma-se ainda a necessidade de reajustes para repor a inflação e taxas de lucros e dividendos de acionistas diversos, pois mesmo nas estatais, há cotas de acionistas privados.

Portanto, para garantir a oferta de Energia, apresentar soluções às mudanças climáticas, variações da “La Niña” e oscilações dos reservatórios das hidrelétricas, apresento-lhes o “plano C” que sugiro ser o prioritário, uma opção que reduz a necessidade de termoelétricas, reduz a dependência das hidrelétricas, eleva a geração de energia, tem fácil distribuição, baixo custo no atacado, reduz a pressão no sistema nacional de energias, e pode afastar o fantasma do racionamento e do “apagão” e ao mesmo tempo é limpa, renovável, sustentável, democrática e lucrativa.

Parece milagre ou inovação, mas é solução e já existe:

Trata-se da Energia Fotovoltaica ou Energia Solar!

Os painéis solares fotovoltaicos já ex