Energia

* Por Stallone Ribeiro - Professor




Iniciamos agora um espaço democrático de diálogo sobre os mais variados temas, trazendo de modo organizado pelas palavras, uma reflexão sobre o por quê de alguns fenômenos acontecerem e quais seus impactos na nossa sociedade.

Como cidadão crítico e esperançoso de uma sociedade produtiva e eficiente, levanto críticas, elogios e sempre buscarei soluções. Desta forma, analiso os fatos de modo interdisciplinar e transversal, com foco na utilidade, eficiência e necessidade.


Estamos em Dezembro de 2020, marcados pela pandemia do covid-19 e precisamos partilhar opiniões, reflexões e sugestões para, em sociedade, dialogar e juntos, criarmos entendimento e amadurecimento que podem nos elevar a agir de modo organizado, criando e conquistando melhorias coletivas, sustentáveis e lucrativas a toda a sociedade.

Nestes termos, o assunto de hoje é ENERGIA. Isso mesmo, ELETRICIDADE que liga nossa luz, tv, internet, celulares, computadores, geladeiras, micro-ondas e milhares de outros equipamentos elétricos no campo e na cidade, na agropecuária, nas indústrias, nos comércios, nos prestadores de serviços, no setor público e no setor privado. Todos nós dependemos da Eletricidade!


Imaginar ficar minutos, horas, dias, ou semanas sem eletricidade é uma previsão do caos, pois a produção econômica, atendimento público e até o lazer ficam ameaçados e indisponíveis na maioria das rotinas modernas deste século XXI. A exemplo temos o Amapá que passou vários dias sem eletricidade neste mês de Novembro e precisou adiar as Eleições municipais.


Sobre a eletricidade, sua produção, distribuição e consumo no Brasil, apesar de ter nas hidrelétricas a principal matriz energética sustentável e renovável, nos últimos anos elevamos o consumo de eletricidade e paralelamente, sofremos crises hídricas marcadas pelas mudanças climáticas e em 2020 mais forte pela “La Niña”​1 que reduziu as chuvas no Centro-Sul do Brasil, área de maior ocupação e desenvolvimento socioeconômico, fez os rios e reservatórios das hidrelétricas baixarem o nível, ameaçando tanto o abastecimento de água quanto o fornecimento de energia e forçando até o racionamento em algumas regiões.


Mesmo com um sistema elétrico integrado nacionalmente, o consumo elevado não permite que uma região abasteça outra apenas com as hidrelétricas. Desta forma, o Operador Nacional do Sistema (ONS) ativa o “plano B”: as Termoelétricas.


As termoelétricas estão prontas, interligadas ao sistema nacional de geração e distribuição de energias, porém são mais caras e poluentes, pois consomem combustíveis fósseis como diesel, gasolina, carvão e gás para acionar as máquinas e gerar Eletricidade. Logo, o custo a mais de abastecer e ligar as termoelétricas é partilhado entre todos os usuários brasileiros conforme o tempo e o número de termoelétricas acionadas. Tratam-se das bandeiras tarifárias Verde, Amarela e Vermelha. Verde quando as hidrelétricas estão com bons níveis de seus reservatórios, produzem mais eletricidade que o consumo nacional; Amarela quando os reservatórios estão baixando e algumas termoelétricas precisam ser acionadas; e Vermelha quando os reservatórios das hidrelétricas estão baixos, geram pouca energia e as termoelétricas são acionadas em maior número e tempo, o que eleva também o preço médio da energia que muda da Verde à Amarela e da Amarela à Vermelha. Soma-se ainda a necessidade de reajustes para repor a inflação e taxas de lucros e dividendos de acionistas diversos, pois mesmo nas estatais, cotas de acionistas privados.


Portanto, para garantir a oferta de Energia, apresentar soluções às mudanças climáticas, variações da “La Niña” e oscilações dos reservatórios das hidrelétricas, apresento o “plano C” que sugiro ser o prioritário, uma opção que reduz a necessidade de termoelétricas, reduz a dependência das hidrelétricas, eleva a geração de energia, tem fácil distribuição, baixo custo no atacado, reduz a pressão no sistema nacional de energias, e pode afastar o fantasma do racionamento e do “apagão” e ao mesmo tempo é limpa, renovável, sustentável, democrática e lucrativa. Parece milagre ou inovação, mas é solução e existe: Trata-se da Energia Fotovoltaica ou Energia Solar.


Os painéis solares fotovoltaicos existem, são fáceis de instalar, não exigem alterações na infraestrutura, apenas algumas adaptações pontuais em cada imóvel, podem ser ampliados conforme tecnologias avançam e interesses dos proprietários e o melhor, podem ser usados em residências, comércios, indústrias, prédios privados e até nos prédios públicos municipais, estaduais ou federais. Basta ter um telhado ou espaço ocioso. Talvez até em cobertura de estacionamentos. E o melhor, gera Economia de energia do sistema nacional, de faturas dos proprietários e contribui para um sistema energético limpo, renovável, sustentável e lucrativo.


Por fim, proponho as pessoas e empresas, especialmente às companhias de Energias e governos municipais, estaduais e federal, para evitar dependência das hidrelétricas que oscilam conforme mudanças climáticas e da alta dos preços pelo acionamento das termoelétricas, invistam em Energia Solar! O Sol é grátis, brilha pra todos, aquece a todos e Todos Nós teremos Energia Limpa garantida, redução dos custos, proteção a natureza, desenvolvimento da economia de modo democrático, sustentável e lucrativo!



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