Efeito Nilson: Só o rancor não admite que o Palmeiras seja o Brasil na Libertadores

Por ElMago2014


No futebol, é bem verdade que a mesma história se repete nos momentos de afunilamento das competições sulamericanas: "o time X é o Brasil na Libertadores". Algumas vezes, essa história é tragédia; em outras, é farsa. Mas a participação surpreendente do Santos F.C., que como um potro paraguaio aleijado chega às semifinais, tem o potencial de fazer a história se repetir, ao mesmo tempo, como tragédia e como farsa.

O Santos, especificamente, nunca passou de um time simpático. Aquele que o vô torce. Aquele que não desperta nada além da indiferença quando se fala de rivalidade. Talvez, claro, com a gloriosa Lusa Santista ou com o lendário Jabaquara. É um time pequeno que, de maneira bastante curiosa, conseguiu se apoiar na figura de um jogador fora de qualquer comparação (e claro, de coadjuvantes com nomes de várzea) que levaram a indigitada agremiação a momentos de glória em um contexto incomum: galinhas cacarejando em volta do gramado e senhoras bigodudas sentadas na beira da linha lateral, marcaram, p.ex., o título do torneio amistoso contra o Benfica.

Agora, logo após ter dado um golpe vergonhoso no coitado do Huachipato/CHI (calote na compra do Soteldo) e de ver seu elenco se desintegrando para potências europeias como o Club Brugge/BEL, o segundo maior alvinegro praiano do país (o maior é o Ceará, de Fernando Prass, que reafirmou sua supremacia recentemente, ao eliminar o Santos na Copa do Brasil) tem um desafio gigantesco na próxima quarta-feira: nada mais, nada menos, que o rey de copas Boca Juniors.

Sendo um time argentino, e como a Lei da torcida pelo mais humilde vigora naturalmente no cérebro de qualquer amante do esporte, não seria surpresa o Santos ter a torcida dos brasileiros - assim como o Palmeiras, aqui pelo estrito fato de o confronto se dar contra um argentino. Entretanto, é uma pena que o efeito Nilson esteja impedindo os santistas de engrossarem a torcida brasileira contra os argentinos do River Plate - adversários do Palmeiras nesta terça-feira. Explicamos, com detalhes, do que se trata tal anomalia psicótica.

Efeito Nilson é um estado psicótico de severo abalo psíquico, causado pela perda do gol do atacante Nilson, no primeiro jogo da decisão da Copa do Brasil de 2015, contra o Palmeiras. Santistas acreditam que se este gol tivesse sido marcado, o título não teria sido perdido para o alviverde imponente. A chaga do "vice" é algo que corrói por dentro as pobres almas santistas, e que veio se repetir em 2016, por ocasião do campeonato brasileiro.

O rancor é demais para estas pobres almas. Se a Direita e a Esquerda brasileira ainda estão presas em 31 de março de 1964, os santistas vivem 2 de dezembro de 2015 como Drew Berrymore no filme "Como se fosse a primeira vez": um looping infinito de terror, pânico, desespero e rancor, muito rancor!!!



103 visualizações
banner_anuncie (1).png