Educação Especial: o que a Educação realmente tem de especial?

Atualizado: Abr 14

Por Ana Floripes - Professora



Fonte da imagem http://soseducaopblica.blogspot.com/


Quando colocamos a flexibilização curricular em prática, pode-se verificar que o trabalho foi realizado a longo prazo e de forma coletiva, inclusive a compreensão do conceito, não garante a sua efetivação. A rotatividade de professores nas escolas é grande, a falta de condições de trabalho referentes às salas de aulas também. Com número excessivo de estudantes e dentre eles, os pertencentes também da Modalidade da Educação Especial, com a diversidade de necessidades educacionais especiais, sendo que, a maioria não consegue sequer receber o mínimo de recursos necessários para se desenvolver. A falta de capacitação continuada a respeito do currículo, tem deixado a desejar há muito tempo, etc. Quanto aos vários motivos sobre os (des) caminhos da educação, poderia citá-los e não são poucos. Infelizmente, em nosso país tudo fica à mercê da política partidária e a cada quatro ou oito anos, tudo piora no campo da educação.


A maior tendência de alguns segmentos governamentais é destruir tudo que o governo anterior construiu. Eles utilizam-se da parte que não deu certo por problema de gestão para conquistar a população, pensando quase sempre, nas próximas eleições. Enquanto isso, os meios midiáticos que trabalham para o governo, ou seja, recebem dele, cumprem o papel de enganar a população de que a educação está “perfeita" quanto à questão do investimento e que os profissionais da educação pública são os culpados com relação às mazelas do baixo rendimento escolar, isto é, passam por cima dos profissionais da educação como um rolo compressor e por meio das propagandas, colocam a sociedade contra a classe que poderia junto com as demais, erguerem o país.


Mas, se não estava fácil encararmos os problemas provenientes do sistema educacional no “chão” da escola, antes da pandemia, imagine agora. Ademais, quem fala que não estamos trabalhando durante a pandemia, sequer tem a mínima noção do que acontece na área educacional, em momento algum.


Pois bem, voltemos ao assunto da flexibilização curricular. A proposta da inclusão escolar pressupõe o respeito às diferenças individuais, a reavaliação dos programas e dos processos educacionais, a ampliação e aperfeiçoamento do saber científico, a capacitação dos profissionais, o aprimoramento e a adequação de recursos materiais e, sobretudo, a mudança de olhares acerca dos termos: deficiência, incapacidade e limite.

Percebe-se que os objetivos formulados pela Política Pública de Educação Especial, por meio de Decretos, Pareceres e Resoluções são: promover a interação social, desenvolver atividades físicas e sociais, promover direito de escolha, desenvolver habilidades linguísticas, incentivar autonomia, possibilitar o desenvolvimento social, cultural, artístico e profissional dos estudantes com deficiências e transtorno do espectro autista, etc.

No entanto, a falta de atendimento especializado, carência de recursos e equipe qualificada, inadequação do ambiente físico, falta de novas propostas de ensino, descontinuidade de planejamento e ações, desigualdade de recursos e oportunidades vêm dificultando o acesso de muitos estudantes à escolaridade. O que se presencia é que todas as dificuldades advindas do processo ensino-aprendizagem têm remetido ao indivíduo toda a responsabilidade de seu êxito ou fracasso, isentando o governo e as políticas públicas educacionais de qualquer responsabilidade pelo fracasso e a disseminação dos mecanismos de exclusão social.

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