Educação 2021 (parte 1)

Educação 2021: foco pedagógico

Nada é mais poderoso na formação da cidadania do que a Educação. Nada é capaz de a substituir. A Educação sozinha não é capaz de mudar o mundo, tampouco sem ela. Entretanto, com a Educação, podemos desenhar e concretizar o desenvolvimento socioeconômico na mineração, extrativismo, agropecuária, indústrias, comércios, serviços, informações e tecnologias. É a Educação com a Ciência que Evoluem a Civilização.

Em meio a pandemia do covid-19 voltar as aulas presenciais, mesmo com rodízio escalonado de estudantes e sem vacinas suficientes ainda é uma incógnita, pois faltam estruturas físicas, de hardware e conectividade (internet) nas Escolas públicas, falta até papel higiênico e sabonetes nos banheiros sempre lotados nos intervalos de aulas e "recreios", sem contar os mais de 30 alunos por sala de 40m2, em média de 1 estudante para cada 133cm2. Se houver o sistema híbrido com 50% presencial e 50% EaD ao vivo, ainda serão 15 alunos por 40m2 alcançando a média de 266cm2 por estudante em cada sala, sem contar o espaço dos professores, mesas e cadeiras. Logo, manter o distanciamento físico em sala de aula será difícil, ainda mais nas entradas, saídas e intervalos.

Mas este texto não se foca em reabrir Escolas para ocupar e formar os estudantes e assim aliviar as famílias. Trata-se de Efetivar a Educação através do Ensino e Aprendizagem, da Didática. Esta é a preocupação, efetivar a Aprendizagem para desenvolver a Sociedade.

Nestes termos, nada substitui a interação docente com discentes e interpessoal, pois apesar das tradicionais hierarquias, uma sala de aula e a Escola são integrações humanas que passam pela ordem burocrática, mas transbordam em tensões e afinidades. Apesar de esquecer a maioria dos alunos ou lembrar de poucos professores, a Educação é espaço de Amizades.

Porém como voltar as aulas em meio a Pandemia? Isso as mantenedoras e os órgãos governamentais de saúde e educação como MEC e secretarias estaduais ou municipais vão definir em critérios variáveis em cada território.

O que destaco como Professor a mais de uma década é o Pedagógico. Como efetivar aprendizagem depois de um ano em EaD? Seria um retorno de revisionismo e fixações? Ou será um novo ano escolar onde os conteúdos, competências e habilidades vão progredir com o processo enraizado de identificar o nível de desenvolvimento atual (senso comum e domínio de saberes antecessores) para então problematizar de modo contextualizado os novos conhecimentos e então desenvolver o novo nível de desenvolvimento potencial como teoriza Vygotsky?

Sugiro o avançar na matéria, pois repetir conteúdos apenas para recuperar o ano EaD é repetir informações já ofertadas o que podem esmorecer os discentes, dar falsa sensação de que já se conhece e já se sabe de tudo ou o pior, gerar desinteresse.

Como todo ano letivo as salas de aulas são diversas e heterogêneas, tanto nos níveis de desenvolvimentos reais quanto nas capacidades cognitivas, estabilidade emocionais, diversidades de gêneros, classes sociais, turbulências familiares e étnicas, devemos pedagogicamente iniciar o ano letivo de modo tradicional e gradual: o processo de revisar, recuperar, amadurecer, desenvolver e recriar conhecimentos é o método natural do processo de ensino e aprendizagem.

A pandemia já atrasou muitas áreas econômicas e humanas de nossa sociedade global. Não devemos perder mais tempo vigoroso de nossa juventude em revisões e recuperações pontuais nas primeiras semanas ou meses do novo ano letivo e sim Avançar, pois o processo de ensino e aprendizagem é contínuo, processual e paralelo a vida cotidiana.

Educação não é uma fase pontual e isolada da Vida, Educação é parte indissociável da Vida da Cidadania. Podemos relembrar, resgatar e reaproveitar fases e conhecimentos do passado, desde que sejam alavancas para introduzir, recriar e avançar no conhecimento, cidadania e em Sociedade.

E que fique claro: O lugar mais poderoso para melhorar o mundo é uma sala de aula com suas interações de diversidades onde o professor não é só um guia ou mediador e sim o principal organizador e provocador de curiosidades para despertar nos estudantes a vontade indomável de querer sempre aprender mais. Assim se absorve, se reproduz e se recriam os conhecimentos, habilidades e Sabedorias que vão impulsionar a nova sociedade pós pandemia.

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