Democracia não é feita por porra-loucas.

Por Walber Guimarães Junior, engenheiro civil e diretor da CIA FM.


Podemos começar pelo óbvio, o próprio deputado Daniel Silveira pediu desculpas e reconheceu que se excedeu que suas palavras foram totalmente impróprias e, apesar do histórico corporativismo, sua diarreia verbal foi tão intensa que a condenação foi extremamente significativa, quase 70% dos deputados votaram pela sua manutenção na cadeia por conta das declarações abusivas, a ponto de sugerir agressões pessoais aos ministros e a volta do AI 5 um dos momentos mais vergonhosos da nossa história, fruto da escuridão dos primeiros momentos da ditadura militar.

Notem que nem o presidente, nenhum ministro ou qualquer liderança significativa o defendeu simplesmente porque seu destempero extrapola, em muito, a linha do minimamente razoável. Apenas nas redes, onde a miopia ideológica contamina julgamentos e provoca alinhamentos automáticos, houve algum esforço falando em imunidade parlamentar em desconhecimento da essência do instrumento e de sua real aplicação restrita ao exercício do mandato.

Assim como a Sara Winters, o deputado foi solenemente ignorado pelo hostes bolsonaristas que, apesar da aparente deslealdade, não pode e nem precisa se alinhar com atitudes criminosas e pregações antidemocráticas.

Lógico, você, eu e a torcida do Flamengo e do Corinthians tem críticas contundentes aos ministros do STF e sua atuação mas isto não nos permite combater a instituição. Odeio quando o Jean Mota joga no meu Santos mas nem por isso torço contra quando ele está em campo.

Por fim, aos fanáticos de plantão, em algum momento, como petistas idiotizados pelo carisma de Lula, a história prega peças, não jogue o bom senso no lixo para se solidarizar com excessos que nem seu líder tem coragem de o fazer.

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