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CPI da Covid vai investigar irregularidades na compra de vacinas da Índia

Por Paulo Tertulino - Blogueiro


Já está em poder da comissão da Covid no Senado documentos que apontam de que o Palácio do Planalto sabia das supostas irregularidades nas negociações envolvendo a compra da vacina da indiana Covaxin e não denunciaram, o que pode representar crime contra a administração.


A suspeita surgiu a partir de indícios e documentos obtidos pela comissão que detalham o interesse do governo em negociar a importação da vacina por meio da Precisa Medicamentos, representante no Brasil da empresa indiana Barath Biontech, desenvolvedora da vacina.


Pessoas que ocupam cargos públicos e servidores têm obrigação de denunciar irregularidades ao tomar conhecimento, sob pena de cometerem crime. A lei vale também para ocupantes de cargos públicos eleitos.


O Ministério Público Federal em Brasília investiga contrato do Ministério da Saúde com a Precisa Medicamentos para compra da vacina Covaxin, produzida na Índia. Foi o único contrato do governo que teve um intermediário sem vínculo com a indústria de vacinas.


O sócio da Precisa Medicamentos, Francisco Emerson Maximiano, foi o responsável pela ponte entre o governo federal e o laboratório que produz a vacina na Índia.


A comissão quer mais detalhes sobre as negociações. O presidente Jair Bolsonaro intercedeu pessoalmente para agilizar a compra. Enviou uma carta ao primeiro-ministro da Índia em janeiro.


Naquele momento, Pfizer e Butantan já tinham oferecido contrato para fornecer 170 milhões de doses de vacinas ao Brasil e não receberam o mesmo tratamento.