COVID: SITUAÇÃO GRAVÍSSIMA EM CIANORTE – NÃO HÁ MAIS VAGAS NA UPA

Atualizado: Fev 28

Aida Franco de Lima – Professora universitária. Dr.ª e Mestre em Comunicação e Semiótica (PUC-SP), Jornalista e Especialista em Educação Patrimonial (UEPG - PR); Guia Especializada em Atrativos Turísticos Naturais (SENAC - EMBRATUR);Técnica em Vestuário (CEEP - PR); escritora (Série: Guardador de Palavras da Gabi).

Cena ilustrativa de situação recorrente em todo o Brasil (Foto: Divulgação)


Atualização (20 horas): Devido à gravidade dos casos de Covid-19 em Cianorte o Hospital de Campanha Yoshito Mori, acaba de ser reaberto nesse sábado, 20 horas. Normalmente, funciona das 7 da manhã às 20:30 durante a semana e fecha aos sábados e domingos. Os pacientes que não puderam ser atendidos na UPA foram encaminhados ao mesmo.


Cianorte vive uma situação caótica. E escrevo esse relato para tentar alertar quem ainda brinca com o vírus. Na UPA de Cianorte, o setor responsável pelo atendimento de Covid 19 está fervilhando, esgotado, não há onde colocar mais gente, não há mais vagas! Aconteceu aquilo que os profissionais da saúde mais temiam no ano passado: os casos estão eclodindo tudo de uma vez, e de modo bem mais grave! No momento em que escrevo há cerca de 30 pacientes sendo atendidos, monitorados, com oxigênio e medicamentos. Mas do lado de fora, outros 30 aguardam atendimento. E Cianorte atende a uma quantidades significativa de municípios do entorno!


Médicos, enfermeiros, auxiliares, pessoal da limpeza, maqueiros, motoristas, atendentes, e demais profissionais que atuam direta e indiretamente, estão dando seu melhor mas muita gente ainda não está enxergando a gravidade do problema no qual estamos mergulhados. Está sendo feito um esforço sobre-humano para prestar o atendimento emergencial, mas até quando esse ritmo será possível? Até quando o sistema de saúde vai aguentar ?


Do lado de fora, a fila só diminui conforme o espaço lá dentro permite e realiza-se a triagem. A definição de quem esteve no local é de que o cenário é ‘chocante’. “ As pessoas acham que isso é uma piada, não respeitam”, desabafa uma testemunha. Não é aconselhável que ninguém sem necessidade vá até o local para conferir a quantidade de pessoas que estão em busca de socorro. O risco de contágio é muito alto.


E enquanto os trabalhadores da saúde estão dando seu sangue, outros dão as costas para o vírus. Esses mesmos trabalhadores estão em risco de contágio permanente, do mesmo modo que também colocam em risco suas famílias. Muitos deles dobrando turno, com jornadas de 48 horas! E o que muita gente ainda tem feito? Churrasco, cervejinha, vôlei na areia, futebolzinho, aglomeraçãozinha, mergulhinho na piscina com a turma, rodinha de truco... Sem máscaras, sem cuidados básicos.


E se hoje está ruim, pelo andar da carruagem, a tendência é piorar e muito! Parece mesmo que é cada um por si... Notaram um aumento das sirenes na cidade? O SAMU tem sido acionado para transportar casos graves de pacientes que não conseguem buscar socorro por conta própria. E então, pergunto: quantas pessoas desse núcleo familiar estão assintomáticas e contaminando muitas outras? Quais outras medidas estão sendo tomadas para evitar a propagação da doença?


O nível de contágio está muito alto, tem muita gente passando mal. Normalmente os casos graves são transferidos pra hospitais, mas como os hospitais estão lotados, muitos são encaminhados para a UPA, em busca de medicações e oxigênio. Cogita-se a possibilidade de reabrir o hospital de campanha Yoshito Mori, que normalmente fecha aos finais de semana, para ampliar o atendimento. Mas, em reabrindo, até quando haverá profissionais com saúde física e mental para cuidar de uma demanda assustadora?


Medidas enérgicas devem ser tomadas. Ninguém gosta de ter seu estabelecimento comercial fechado, sua atividade fechada, mas o que os cientistas alertam há meses é que não temos outra saída. Não é lockdown à brasileira, das 21 horas às cinco da matina, nem com flexibilidade para algumas atividades não essenciais. Isso não sou eu que digo, são os CIENTISTAS. Os mesmos cientistas também recomendam que Governadores se unam para que possam comprar no mercado internacional o máximo de vacinas.

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