Conhecer o Brasil

Atualizado: Fev 19

Por Patricia Aleoti



A instalação do sistema gerencial de Administração, nasceu no Brasil por meio de uma força que obrigou acontecer mudanças. A globalização e seus efeitos sentido na década de 90, que resultavam em interferência na política, causava maiores danos sociais e econômicos, dos que já existiam. Somando ao resultado do sistema burocrático (1936 a 1994) refletido na população através de serviços insatisfatórios, insuficientes e morosos. Provocaram uma necessidade de mudança em todas as classes sociais. Assim chega ao país em 1995, no governo FHC por meio da equipe comandada por Bresser, o sistema administrativo gerencial.

A mudança de paradigma entre os 2 sistemas, consiste no foco da ação do Estado em gerar de fato a garantia fundamental do cidadão e seus direitos, como também atender a demanda por serviços públicos. Os princípios constitucionais encarado por muitos como normas jurídicas, legalidade, impessoalidade, moralidade, eficiência, publicidade entram com grande peso com intenção de garantir a participação do cidadão no sistema democrático. Cabe ressaltar que é através desses princípios, quando em equilíbrio um com o outro, sem se contraporem que podem ser encarados como sinalizadores, de que está ocorrendo a inclusão do cidadão nas prioridades e ações do Estado.

O sistema burocrático de administração, tem como característica marcante a organização do sistema, o comando centralizado, ser legalista, racionalista, no seu escopo de forma descrita preza pela agilidade, qualidade e eficiência. Porem na prática se via que não ocorria a eficiência esperada, eram processos demorados, com qualidade duvidosa e tudo isso resultava em alto custo ao Estado que se refletia em altos impostos. Os historiadores relatam que na pratica o que se notava com frequência, era o favorecimento das classes dominantes, o fortalecimento das relações de domínio social e a pratica do clientelismo. Já no sistema gerencial seu escopo preza pela ampla participação popular, se redesenhou a ação do Estado, separando os núcleos estratégico, as formulações de políticas públicas e as execuções. É característico também a descentralização de comando, surgindo as agencias executivas com autonomia, a separação por setores de diferentes assuntos como a de assistência social e autonomia da ciência. Cria-se então a permissão para contratação pública mediante contratos de gestão, organizações sociais do tipo associação, fundação, empresa mista, Ongs entre outras. Essa nova forma de formatação de administrar compreende a dimensão institucional, com novas práticas gerenciais ampliando a dimensão gerencial, fazendo nascer uma nova visão da Administração Pública por meio da sociedade, modificando a dimensão cultural.

A participação plena do cidadão no setor público ainda não acontece. As várias comissões formadas, conselhos entra outros estão na maioria das vezes, constituídas por membros que representam oligarquias políticas ou parentes de agentes políticos quando não por membros de corporações de classes. A cultura social do "deixa pra lá", que é muito frequente entre nossa população, leva o cidadão a não se dispor em participar das ações públicas. Mas a raiz da falta de participação popular é a ignorância gerada pelo próprio Estado, que não disponibiliza a seus cidadões oportunidades de aprenderem a importância da participação social no ensino secundário.


#patyAleotti

22 visualizações0 comentário

Posts recentes

Ver tudo

Receba nossas atualizações

Bisbi Notícias: Rua Constituição 318, Zona 1 - Cianorte PR - (44) 99721 1092

© 2020 por bisbinoticias.com.br - Todos os direitos reservados

  • Branca Ícone Instagram
  • Ícone do Facebook Branco