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CIDADE DA FEDENTINA


Por:- Dr. Rubens Pereira de Carvalho – Contador e Advogado

Na noite de ontem (09/03/2022) por volta das 22:30 horas, resolvi tomar uma fresca, ou seja, respirar um ar puro no quintal de minha casa, onde senti um fedor insuportável, que se repete há muitos anos em Cianorte. Não me hesitei e publiquei na minha página no Facebook, a seguinte reclamação:



NOSSA CIDADE ESTÁ UMA FEDENTINA! MARCO FRANZATO E WILSON PEDRÃO, VEJAM ISSO PELO AMOR DE DEUS!

Com essa publicação houveram vários comentários, entre elas, uma que gostaria de dar amplitude, pois trata-se de um comentário que merece respeitabilidade, por ter vindo de uma pessoa técnica, chefe de um órgão ambiental e que merece credibilidade e publicidade de seus dizeres.

Vejamos, o que disse Eleutério Langowski, Engenheiro Florestal pela UFPR, especialista em Gerenciamento e Auditoria Ambiental pela UTFPR, Agente Profissional, Estatutário no IAT – Instituto Água e Terra, no Escritório Regional de Cianorte.

Eleutério Langowski

Eu já disse aqui nesse FOICEBOOK que a fedentina pode ter várias origens. Todas as indústrias estão sendo acompanhadas. Infelizmente, com o COVID, estamos proibidos de checar nos locais. Porém, eu disse também que existia a possibilidade de que a fedentina fosse causada pela passagem de carregamentos de peças de couro de boi, as quais já estariam em decomposição, em direção a curtumes. Poderiam estar cruzando a cidade pela Avenida Minas Gerais, Avenida América, Avenida São Paulo, Avenida Paraíba ou Avenida Piauí, deixando um rastro de fedentina por onde passassem. No entanto, nunca foram abordados porque são esporádicos. Por isso é importante tirar o trânsito pesado da cidade, construindo anéis viários.

Há uns dois ou três anos, houve efetivamente muitas emissões causadas pela indústria de abate de frangos, cujos equipamentos filtrantes da graxaria estavam danificados e assim ficou por um bom tempo. Houve intensa fiscalização do IAP que realizou aconselhamento técnico para a recuperação dos equipamentos danificados e melhor operacionalização do sistema de biofiltro (feito por bactérias). Além disso foram instalados mais equipamentos de controle e monitoramento. A empresa atendeu todos os requisitos do IAT, implantando os equipamentos e recuperando o sistema.

Quanto à outra empresa que lida com ossos, a mesma foi distanciada da cidade e o seu impacto é apenas local. Também foi exigida a instalação de equipamentos de controle e monitoramento e redimensionamento do sistema de tratamento de efluentes, os quais a empresa está ainda em fase de adequação. Outra fonte possível seria a Estação de Tratamento de Esgoto da Sanepar, tanto a do Catingueiro como a do São Tomé, que estavam com problemas de anaerobiose e estão sendo redimensionadas com novos equipamentos, melhorando seus desempenhos. Vejam, que as emissões dessas empresas estão no caminho das suas resoluções. Alguém reclama de um certo "fedor de pena queimada", pode ser sim, da fábrica de rações que se utiliza de todo material de abate de frango para fabricação de farinhas. O seu cozimento é feito sob pressão e quando liberado emite vapores, porém que são captados, resfriados e levados ao biofiltro onde são depurados. Eu observo que quando surgem reclamações do fedor, a reclamação procede descrevendo uma fedentina muito forte, o que, na minha opinião, seria possível daquelas cargas de couro ou osso apodrecido que atravessa a cidade, deixando um rastro de fedor por onde passa. Por isso, seria interessante que as pessoas, quando reclamassem, enviasse ao IAT, através daqui mesmo, que eu acompanho, que enviassem uma localização GOOGLE EARTH, para que os pontos fedidos fossem sendo plotados em um mapa, com dia e hora, porque assim daria pistas melhores para investigação. Onde eu moro, raramente vem essa fedentina, porém algumas vezes vem um pouco de fedor que eu reconheço como sendo da ETE São Tomé da Sanepar, mas é muito esporádico. Estamos juntos para resolver o problema, mas de nada adianta só reclamar, precisa informar onde, quando, hora, dia, local, isso ajudará muito. Abraço a todos.

Continua a dizer Eleutério em um segundo comentário do post:

Veja, que os equipamentos que o IAT solicitou fossem colocados no abatedouro, mapeiam as condições atmosféricas, direção do vento, etc. Isso permitirá saber se no certo dia, o vento predominante estava em direção à cidade ou não. Estabelecer uma relação. Mas as informações dos pontos de fedentina devem vir com os dados para se estabelecer uma possível correlação ou não.

Em um terceiro comentário acerca do mesmo assunto, esclarece o Engenheiro Florestal Eleutério:

Há uma década, todo mundo já reclamava do fedor. O IAP recebeu ofícios do então promotor Dr. Joelson, do Rotary, Lions, Câmara dos Vereadores. Queriam uma solução. Não tínhamos como comprovar a origem do fedor, realizamos inspeção em várias unidades industriais, algumas tiveram que fechar ou se mudar de local. O promotor queria porque queria uma posição, informamos que não tínhamos como ter certeza da origem porque o fedor não tem cor e então propomos uma comissão formada por todos os reclamantes para visitar essas unidades industriais para melhor conhecer o assunto. Foi quando o promotor de então enviou ofício ao Secretário Estadual do Meio Ambiente e Presidente do IAP acusando os funcionários do IAP de incompetentes. Propomos então que o promotor determinasse o fechamento das indústrias, que faríamos isso de imediato, desde que ele assumisse a responsabilidade pelo ato, o que não ocorreu. Então, fica fácil sugerir a culpabilidade de uma ou de outra unidade industrial pelo fedor mas para uma ação efetiva temos que ter provas. Tudo que estava ao alcance do IAP para resolver os problemas verificados nas unidades industriais foi ou está sendo efetivada por essas unidades. Fechamos o Curtume, a indústria Sabão do Lar, a SANEPAR foi autuada e está redimensionando seu tratamento das suas Estações de Tratamento de Esgoto, a Avenorte, abatedouro e fábrica de ração, instalou equipamentos e sistema de monitoramento, a Ossovaletambém está concluindo sua readequação dos seus sistemas de controle ambiental. Resta a descoberto a possível passagem de caminhões com cargas de couro de boi ou osso em putrefação, couros para curtumes e ossos putrefatos para fábrica de carvão ativado existente em Maringá. (a Ossovale, usa ossos, porém ossos frescos de matadouros da região, que vem para a unidade em cargas fechadas).

​Então, está aí um problema crônico na cidade de Cianorte, acerca da Fedentina que circulam nos ares de Cianorte, e a pergunta é: ATÉ QUANDO??

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