Cianorte-PR: desemprego ou falta de mão de obra qualificada?

Por Ana Floripes - Professora





Na última sexta-feira, 27/08/2021, na sede da Associação Comercial e Empresarial de Cianorte (ACIC) aconteceu a reunião com o objetivo de criar o Núcleo Setorial das Instituições de Ensino, para desenvolver ações em conjunto, visando preparar os jovens para o mercado de trabalho e empreendedorismo. A mesma foi presidida por Alessandro Pancotte, diretor para assuntos de Núcleos Setoriais e contou com a participação de Valdemar Sartorelli, do Escritório de Articulação Cianorte – Regional Noroeste (SEBRAE), que expôs sobre a importância da união, para o desenvolvimento de ações para atender as necessidades relacionadas à preparação dos jovens, para o encaminhamento ao mercado de trabalho, no município de Cianorte-PR.


Houve a participação do Emerson Tolentino Matos, Chefe do Núcleo Regional de Educação (NRE), Claudete Jacomini, Diretora Centro Estadual de Educação Profissional – Cianorte (CEEP), Ana Floripes Berbert Gentilin, Professora de Atendimento Especializado do Colégio Estadual Igléa Grollmann – EFM, Gabriel Estevo Farias, Administrador da Associação Assistencial e Promocional Rainha da Paz, Anelise Guadagnin Dalberto, Diretora da Universidade Estadual de Maringá - Campus Cianorte (UEM), Diene A. Cescon, Diretora da Universidade Paranaense - Campus Cianorte (UNIPAR), Érica Aparecida Romero, Coordenadora de Administração da UNIPAR - Campus Cianorte, Lilean Rosana F. Martins, Representante do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI), Paola Cescon Felinto, Representante do Serviço Social da Indústria (SESI), Solange Passadore e Valmir Flávio da Silva, Representantes da Associação Comercial e Empresarial de Cianorte (ACIC). O William Roberto Pelissari, representante da Faculdade de Administração e Ciências Econômicas (FACEC), não compareceu por motivo de força maior.


Na próxima reunião serão convidados todos os representantes das Instituições Educacionais que apresentam a demanda do Ensino Médio.


Segundo informações do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), no primeiro trimestre de 2021, havia no Brasil 14,8 milhões de pessoas desempregadas, à procura de emprego e qualificação. Não se trata apenas de quem irá entrar no mercado de trabalho, mas também aos insatisfeitos com a atividade que exercem. Seguindo a lógica federal, em nível municipal, não é diferente quanto à procura por emprego e qualificação de trabalho. Na reunião ficou claro, por meio das exposições, que há vários segmentos realizando trabalhos de forma solitária. Em meio a essa problemática, há também os discursos de empresários relativos à contratação de funcionários despreparados, para o desempenho de muitas funções disponíveis no mercado.


Nesse sentido, percebe-se que os dados referentes a insuficiência de mão de obra qualificada em meio ao nível de desemprego é assustador. É necessário pensarmos estratégias, em conjunto, para minimizar a problemática por meio de ações à médio e longo prazo. Diante desse contexto, existe outro agravante e é com relação à Lei nº 8.213/91, também conhecida como Lei de Cotas, que empresa com mais de 100 funcionários ou mais, é obrigada a ter de 2% a 5% de seus cargos preenchidos por pessoas com deficiência. A Lei completou 30 anos e ainda, em nossa região, são raros os exemplos de cumprimento da mesma. Os direitos no papel foram conquistados. No ano de 2018, foi contabilizado a presença de 456,7 mil pessoas com deficiência e reabilitados no Brasil. Os dados são da Relação Anual de Informações Sociais (Rais), do Ministério da Economia. Essa pesquisa foi publicada no ano de 2019. Ainda, em se tratando de mercado de trabalho, de forma geral, as pessoas com deficiência enfrentam inúmeros desafios. Enfim, há um problema crônico a ser enfrentado pela sociedade. Em nosso município, a esmagadora maioria das pessoas com deficiência está fora dos projetos de atividades profissionalizantes que a qualifique para o mercado de trabalho. A lei existe, faltam os meios para acesso aos direitos.