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Cianorte: Grupo reúne-se com prefeito e defende lockdown, de verdade

Atualizado: Mar 25

Aida Franco de Lima – Professora universitária. Dr.ª e Mestre em Comunicação e Semiótica (PUC-SP), Jornalista e Especialista em Educação Patrimonial (UEPG - PR); Guia Especializada em Atrativos Turísticos Naturais (SENAC - EMBRATUR);Técnica em Vestuário (CEEP - PR); escritora (Série: Guardador de Palavras da Gabi).



Lockdown ou confinamento é uma das estratégias para frear a propagação da Covid-19 (Foto: divulgação)


Atualização (25-03-2021 11 horas): A Fundação Hospitalar do Paraná (Santa Casa) acaba de soltar comunicado dizendo que só tem medicamento para intubação para os próximos seis dias e que não há previsão de reposição devido à escassez no mercado.


A falta de uma ampla vacinação no Brasil, que poderia estar ocorrendo desde dezembro de 2020, se os contratos tivessem sido assinados pelo presidente Jair Bolsonaro, tem impactado a vida social. São mais de 300 mil mortos, de acordo com dados oficiais, excluindo-se óbitos que não entraram nas estatísticas e de pessoas que morreram em casa, sem atendimento, sem exames pra Covid-19. Não é o distanciamento social que tem impactado a economia e aumentado a onda de desemprego. É o vírus. É a falta de vacina. E diante dessa ausência, a única saída é assegurar medidas que diminuam a contaminação: isolamento e consequente distanciamento social, higiene correta das mãos e máscara. A disparada de contaminação e casos fatais em Cianorte é alarmante e está na faixa de ALTO RISCO DE CONTAMINAÇÃO.


Em 31 de dezembro, de 2020, eram 36 óbitos e em 24 de março, 79. Em menos de 3 meses foram 43 mortes, sendo sete a mais que em todo o ano de 2020. E os cientistas alertam que sem um lockdown ou confinamento bem feito, restringindo a circulação ao máximo da população, mantendo somente atividades essenciais, o problema não será resolvido. Com a vacinação lenta, o vírus propaga-se rapidamente, inclusive podendo criar novas variantes, tornando-se mais forte. E foi em torno dessa preocupação que um grupo de integrantes de diversos segmentos da sociedade reuniu-se com o prefeito de Cianorte, Marco Franzato, nessa terça, 23. Na pauta, a defesa de um confinamento efetivo em Cianorte, de ao menos dez dias, como modo de enfrentar o vírus.

“Nos reunimos com o prefeito para mostrarmos nosso apoio em um fechamento efetivo da cidade, por ao menos dez dias, como forma de deter a doença e defender a vida”, explica um dos integrantes. Ele destaca que os cientistas advertem que para o Brasil, quanto mais demorar o confinamento, mais tempo esse exigirá, sendo que o recomendado seria de 15 a 21 dias. Importante lembrar que confinamento malfeito dá a sensação, principalmente para os que negam a Ciência, de que ele não resolve e só prejudica a economia.


O grupo é composto por liderança de vários setores de Cianorte, profissionais liberais, professores, comerciantes, representantes da igreja, entre outros. “O Grupo defende o direito de o cidadão proteger o que ele tem de mais sagrado e precioso: a vida! A Ciência já comprovou que, para conter o vírus, diminuindo o contágio e a sobrecarga do sistema de saúde, é necessário restringir a circulação da população de maneira total, ou seja, um confinamento (lockdown) de fato e com a vacinação em massa. A situação é muito grave, pois não sabemos como o vírus vai reagir em cada organismo. Hoje é uma família que chora, amanhã poderá ser a nossa, ninguém está a salvo. A economia é importante sim, mas para que ela volte a girar, primeiro precisamos estar vivos”, manifesta-se outra integrante do Grupo.


De acordo com um dos participantes, no diálogo com o prefeito o mesmo se sensibilizou com a ação. “Mas infelizmente fica difícil tomar a decisão diante da pressão de outros segmentos que não acreditam na gravidade da doença ou que não compreendem que a engrenagem da economia precisa de pessoas saudáveis para funcionar”, destacou.


CONTRAPARTIDA AO CONFINAMENTO


O grupo defende a redução ou prorrogação de tributos municipais; instituição de um auxílio emergencial local, através de cadastro no Serviço Social associado a cadastro em programas de baixa renda; incentivo à arrecadação e doação de alimentos e itens de higiene através da comunidade civil organizada, entre outros. “Se a gente se unir, ninguém morrerá de fome em dez dias ou duas semanas, mas o mesmo não podemos assegurar, com relação ao contágio desse vírus tão traiçoeiro’, resume um dos integrantes.


“Agora, no tempo que se chama hoje, é momento de CUIDAR de si e dos outros! Seja solidário, participe da campanha PANDEMIA SEM FOME!”, escreveu uma entrevistada. Ela faz referência a uma campanha já divulgada aqui.


“Os cientistas estão alertando há meses que precisamos de um confinamento nacional, para vencermos a doença”, lembra uma integrante que esteve na reunião. Se uma vida não tem preço, a estadia em UTI – Unidade de Terapia Intensiva, do qual 80% dos pacientes intubados estão falecendo, é bastante alta. Se esse dinheiro fosse investido em mecanismos para evitar que as pessoas circulassem em busca de dinheiro e comida, teríamos outra realidade.


De acordo com o Portal Brasil, em 2020, levantamento realizado nos hospitais de campanha da amostra do banco de dados da Planisa, especialista em soluções de gestão de saúde, mostrou que o custo mediano de internação foi de R$ 3.365 para pacientes em UTI e R$ 1.568 para pacientes em leitos não críticos. Quando a análise envolve hospitais geridos por OSS’s (Organizações Sociais de Saúde), por exemplo, a média de custo da diária de uma internação em UTI para pacientes com Covid-19, em 75% dos hospitais da amostra, foi de até R$ 2.647 e, em 50%, de até R$ 2.100.

"O boletim de hoje traz 63 resultados positivos para a Covid-19: 26 mulheres, com idades entre 24 e 75 anos. 30 homens, com idades entre 21 e 75 anos. 7 crianças/adolescentes com idades entre 2 e 17 anos", aponta o site da Prefeitura de Cianorte.

Boletim mais recente, lembrando que os casos recuperados podem contaminar-se novamente e ter graves sequelas (Fonte: Prefeitura de Cianorte)



Comunicado da Fundação Hospitalar do Paraná (Santa Casa) alerta para a gravidade do momento (Foto: Divulgação)

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