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Cianorte ainda é Capital do Vestuário?


Conforme notícias de bastidores, no próximo dia 15 de Julho um shopping atacadista de moda em Cianorte vai fechar... Menos Um! ...

Se analisarmos o período dos últimos 10 anos, perdemos os shoppings Mercosul, Nabhan, Univep e agora resta um... Até quando? ...

Diante deste cenário onde se fecham lojas e shoppings, Cianorte ainda é a Capital do Vestuário? Cianorte está em Crise? Quais as Soluções para Cianorte continuar Capital do Vestuário? ... Como reflexão, resgato aqui um texto meu de 2015, agora adaptado:

A Indústria Confeccionista tem rotatividade alta devido a migração de colaboradores de uma empresa a outra e ao empreendedorismo onde um ex-funcionário se associa a amigos e/ou familiares, ou até mesmo sozinho monta sua própria facção (terceirização). Mas a Crise Real (ainda) não é geral no setor de Vestuário, a crise hoje se concentra no Comércio Atacadista. Quantas lojas fecham a cada ano? Quantas haviam em 2000? 2010? 2020? E hoje 2022?

A culpa não é exclusiva dos importados asiáticos, latino-americanos ou da concorrência nacional e sim compartilhada pela expertise (será?) dos industriários de Vestuário de Cianorte que (acertadamente, pra eles) abrem lojas em shoppings em cidades próximas de Cianorte (Maringá, por exemplo) e espalham viajantes pelo Brasil que levam pequenos mostruários e vendem no atacado para lojas de todo o Brasil.

Há ainda a venda pelas redes sociais com bate papo, envio de fotos, chamadas de vídeo ou web conferências que ofertam e fecham negócios via Facebook, WhatsApp, Skype, Instagram, etc.

Com tantas opções on-line e na porta de suas casas em outras cidades e outros Estados, por que os clientes varejistas ou consumidores finais precisariam vir a Cianorte, se na internet, nos representantes ou em lojas de suas cidades há mais diversidade, lazer, infraestruturas e o mesmo produto original de Cianorte com preços iguais ou até menores?

Acredito que Cianorte continua sendo a Capital do Vestuário (só na confecção), mas o polo comercial atacadista já se perdeu de modo irreversível e a cada dia menos lojas e menos shoppings temos.

É urgente que se proponham atrativos

para que novas Atividades Econômicas se instalem em Cianorte!

Precisamos do governo municipal, estadual e federal e de seus representantes como vereadores, secretários, prefeito, deputados, senadores e governador. Precisamos que se engajem nas estratégias e tragam infraestruturas de transporte, energia, gestão, ensino técnico e universitário afim atrair estudantes, profissionais qualificados, novos e mais investidores, empreendedores, indústrias, comerciantes, prestadores de serviços e até reativar a Ferrovia para criar uma diversificação industrial, de comércio, serviços e logística, pois é certo que ninguém quer outra crise como a da década de 1960/1970 onde o café era a principal atividade econômica do município e uma grande parcela da população acabou emigrando...

Por fim, vale lembrar que a EXPOVEST 2022, a nossa tradicional feira de vestuário com exposições, desfiles, lançamentos e vendas que atraiam centenas de excursões de compradores de vários Estados do Brasil e do exterior, seja pela pandemia de 2020 e 2021 ou pela falta de apoio público, neste ano foi bem discreta e nesta que foi a 49ª edição, foi a primeira a não receber nenhum centavo de investimento público de Cianorte.

Se nossos representantes do executivo e legislativo, municipal, estadual e federal não agirem em proteção e investimentos na nossa Capital do Vestuário, além do polo atacadista e comercial, podemos também perder o polo confeccionista, industrial, fabril...

E daí? Se Cianorte não for mais Capital do Vestuário? Será capital do que?


@profsta #profsta

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