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BONGIORNO É SUBMETIDO AO ECMO

Por: Marcio Nolasco - Editor/Redação BN

Recebemos informação de fonte segura que os médicos do Hospital Sírio Libanês, chamaram os familiares de Bongiorno para informar sobre um novo procedimento a ser usado em seu tratamento contra o Covid-19.


Com o novo quadro clínico de Bongiorno, os médicos optaram em usar o ECMO.


Em resumo, casos mais graves necessitam cada vez mais de recursos tecnológicos para superar a famosa “tempestade inflamatória” da Covid-19. E nesses estágios mais críticos da doença que pode entrar a ECMO (Membrana de Oxigenação Extra Corpórea), que também ganhou destaque após ser usada no tratamento do humorista Paulo Gustavo.

Aparelho - ECMO (Membrana de Oxigenação Extra Corpórea)


Vamos tentar explicar como funciona a Oxigenioterapia nos casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) em geral e os passos até se chegar ao uso da ECMO.


Pelo quadro infeccioso e inflamatório causado por uma pneumonia viral, os alvéolos pulmonares e os espaços entre eles (o interstício) ficam ocupados por células e substancias inflamatórias. Isso prejudica uma das principais funções do pulmão: eliminar o gás carbônico e permitir a passagem do oxigênio para o sangue.


Essa situação faz com que fiquemos com hipoxemia (baixa de oxigênio no sangue). Hoje, todos conseguem medir em casa a saturação de oxigênio no sangue através dos populares oxímetros.


Diante de uma hipoxemia, começamos a repor o oxigênio primeiro com um cateter nasal. É o famoso “caninho no nariz”, que aumenta a sua oferta na tentativa de normalizar seus níveis. Paralelamente, são instituídos os tratamentos clínicos necessários para combater a inflamação e a infecção.


Quando mesmo assim não conseguimos suprir a necessidade de oxigênio, utiliza-se recursos da fisioterapia respiratória, como máscaras e aparelhos que “jogam” ar para dentro dos pulmões por pressão (a ventilação não invasiva).


Podemos ainda intercalar ou usar continuamente um Cateter Nasal de Alto Fluxo, um recurso de alta tecnologia que apresenta bons resultados. É como se fosse aquele “caninho no nariz”, mas com um tamanho maior e com fluxo e pressão elevados de oxigênio.


Caso ainda assim as concentrações de oxigênio se mantenham baixas — ou o paciente apresente fadiga muscular excessiva para respirar —, parte-se então aos famosos respiradores ou ventiladores.


Aqui, é passado um tubo na traqueia (intubação), obviamente com o paciente sedado, e, através dele, liga-se um respirador que introduzirá nos pulmões um ar com concentrações de oxigênio que vão de 25 a 100%. Enquanto isso, continua o tratamento medicamentoso para combater a infecção, a inflamação e possíveis trombos, dando tempo à recuperação do corpo.