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As hidrelétricas nos rios do Paraná

Por: ARLÉTO ROCHA*

Desde ano passado a construção de hidrelétricas ameaçam os rios e cachoeiras no Paraná. O Estado sancionou lei que autoriza a construção e regularização de dezenas de empreendimentos hidrelétricos: são as Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs) e as Centrais Geradoras Hidrelétricas (CGHs), que atingem e atingirão diretamente cerca de 30 municípios do Paraná.


CONTRA AS HIDRELETRICAS: GUARDIÕES DA CACHU


Com a construção das Hidrelétricas, o impacto é brutal a todo entorno, em especial aos próprios rios. Nesse sentido, a sociedade civil se organiza contra tais empreendimentos como no caso da Construção da CGH Saltinho em Campo Mourão, centro oeste do Paraná, que vai destruir ecossistemas do rio e também uma grande cachoeira no Rio da Várzea (ou Rio Mourão).

Para defesa do Rio foi criado o grupo Guardiões da Cachu, que visa entre outras coisas

salvar o Salto Santa Amália, conhecido por Saltinho e por cachoeira do Barreiro.

Segundo os Guardiões da Cachu, a CGH Saltinho seria a quarta hidrelétrica na mesma região, no mesmo rio, e por isso o impacto desse projeto não é isolado. Para complicar, o local tem importância ambiental, social, histórica e cultural contendo áreas de reserva legal e matas ciliares com espécies da fauna e da flora, algumas ameaçadas de extinção, um sítio arqueológico registrado no IPHAN qual é memória da ocupação indígena e dos Caminhos de Peabiru, onde transitavam povos indígenas desde os Andes até o litoral do Paraná. Segundo o grupo “Guardiões da Cachu, “a aldeia Indígena Guarani Verá Tupã'i, no Barreiro das Frutas, vai ser afetada pela construção, assim como moradores locais que dependem do rio, a exemplo de pescadores. Todo o ecossistema terrestre e aquático vai ser afetado de forma permanente com a alteração do curso natural do Rio, barragem das águas e a diminuição da vazão do rio”.


EM DEFESA DO RIO LIGEIRO


Entre os municípios de Cianorte e Jussara, no Noroeste do Paraná, foi criado o grupo “Movimento Hidrelétricas Não” reunindo diversos personagens e grupos do Noroeste do Paraná.

Em pauta, a luta contra a construção da hidrelétrica no Rio Ligeiro, entre os municípios de Jussara e Cianorte. Segundo integrantes do grupo “estamos buscando apoio para lutar contra essa obra e defender nossa cachoeira, nosso rio e toda fauna e flora que circundam o Rio Ligeiro”.

A ideia era construir a hidrelétrica em outro rio da cidade, mas por não obterem autorização, pelos graves impactos ambientais, o Rio Ligeiro é a bola da vez.


AÇÃO DOS CAMINHOS DE PEABIRU - RIO DO CAMPO


Um outro grupo, a “Família Caminhos de Peabiru” se mobiliza contra a construção de uma hidrelétrica no Rio do Campo, em Peabiru, no centro-oeste do Paraná.

A área tem grande potencial turístico, além da história presente no local. Na cachoeira afetada, o Salto dos Carreros, está o começo do município de Peabiru com o alambique da família “Carrero” da década de 1930, além de várias riquezas arqueológicas, como diversas bacias de polimentos de cerca de três mil anos.

A implantação da hidrelétrica praticamente vai fazer desparecer a cachoeira e afetar além de todo um ecossistema, riquezas históricas e arqueológicas na área. Como alternativas a geração de energia estão as usinas eólicas, fotovoltaicas, de biomassa e biogás, além do investimento em Turismo ecológico.


SEMINÁRIO RIOS VIVOS: PRESERVAR OU DESTRUIR?

  • https://www.youtube.com/watch?v=OBFeiQJ4wcY&t=5148s

  • @guardiõesdacachu

  • @caminhosdepeabiru


*O autor ARLÉTO ROCHA

  • Nascido em Peabiru-PR, é Historiador e Geógrafo.

  • Mestre em História pela Universidade Estadual Maringá-PR (UEM)

  • Membro do Instituto Histórico e Geográfico de São Vicente-SP, membro do Centro de Letras

  • do Paraná. Membro da Academia Mouraõense de Letras.

  • Lançou recentemente o livro “Caminhos de Peabiru: História e Memória”.

  • Atual Controlador Interno da Prefeitura Municipal de Peabiru-PR.

  • Como Secretário de Cultura de Peabiru-PR, recebeu duas vezes o Prêmio Gestor Público

  • Paraná na Assembleia Legislativa do Paraná em 2017 e 2018 pelo “Projeto Caminhos de Peabiru: História, Memória e Turismo”.

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