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ARANDA, O FILHO ADOTIVO

Texto de Marco Antônio de Paula Franco


Quando se fala do futebol de Cianorte do tempo do CAFÉ – CIANORTE ASSOCIAÇÃO FÍSICA E EDUCATIVA - o primeiro time de futebol profissional de Cianorte, que existiu do princípio dos anos 50 até 1972 - o nome Aranda surge como emblemático.


A tal da Lenda que os jovens usam hoje em dia.


Aranda sempre gostou de deixar claro seu amor por Cianorte.


Nascido em Arapongas-PR, ele veio muito cedo para Cianorte e mercê de seu talento, virou jogador de futebol, zagueiro/volante, marcador implacável, antecipador nato, armador, líder.


Isso ali por 66, 67.


O destaque que conseguiu criou o impasse de ir ou ficar.


A Prudentina – time profissional de Presidente Prudente-SP, tradicional na época – abriu-lhe espaço para o futebol paulista, principal do Brasil, e fez-lhe proposta.


O CAFÉ não mostrou interesse no negócio: a Prudentina dava 8, o CAFÉ queria 15.


Aranda diz que não se lembra que dinheiro era, se mil ou milhões.

Apesar do impasse, tudo dependia da vontade de Aranda.


Aranda diz, até hoje, que poderia fazer a mala e ir embora, se quisesse.


Mas preferiu não ir.


Gostava daqui, da vida que levava, dos amigos.


E principalmente de Cianorte.


Ele diz com a sinceridade que sempre foi sua marca registrada: “eu não tive uma carreira de sucesso, e sei que poderia ter tido, tinha futebol para jogar em grandes clubes”.


Já vi jogador do passado dizendo que Aranda foi o melhor jogador do CAFÉ, apesar de haver certo preconceito por jogador de marcação e predileção pelo jogador atacante, e também apesar de o CAFÉ ter tido inúmeros grandes jogadores como Roderley, Claudinho, Paulinho, Peter, Iaúca, Camilo, Baiano Burro Véio, Tãozinho, China, Marinho e tantos outros.


Com o fim do CAFÉ em 72 Aranda foi trabalhar na empresa dona do Clube Atlético Cardosinho, e foi campeão amador ao lado de grandes jogadores de Cianorte daquela época.