Adeus doutor Wilson Tramontini e obrigada por salvar minha vida e de tantos outros

Aida Franco de Lima – Professora universitária há 20 anos. Dr.ª e Mestre em Comunicação e Semiótica (PUC-SP), Jornalista e Especialista em Educação Patrimonial (UEPG - PR); Guia Especializada em Atrativos Turísticos Naturais (SENAC - EMBRATUR);Técnica em Vestuário (CEEP - PR); escritora (Série: Guardador de Palavras da Gabi).


Aida Franco de Lima entrega oficialmente aos vereadores de Cianorte o projeto do capítulo do meio ambiente da Lei Orgânica Municipal com a presença dos vereadores Jorge Nabhan, Izaura Varella, Jorge Honda e Wilson Tramontini (Legenda e foto de Eleutério Langowski)


É tanta gente falecendo, tanta gente indo embora, que nem dá tempo de nos compadecermos e respirarmos e então vem outra notícia triste... E hoje veio mais uma delas. O médico, o doutor Wilson Tramontini nos deixou, aos 82 anos.

Eu precisava escrever essa pequena homenagem pois devo a ele a minha vida. Minha mãe sempre me contou que aos seis meses tive catapora e sarampo tudo junto e misturado. E fui internada no Hospital Menino Jesus. Que foi ele quem cuidou de mim. Que eu estava tão fraca que a esposa dele chegou no quarto com ele, se postou nos pés da cama e falou: "olha bem, ela estava tão fraquinha que a catapora nem estourava". E ele medicou tão perfeitamente, e hoje estou aqui.

Depois foi meu pediatra, já maiorzinha. Eu tenho uma vaga memória, mas eu lembro de algo que meu brinco inflamou e eu não aceitava que ninguém mexesse e eu dizia que tinha sido ele quem colocou o brinco e só ele podia tirar. Não sei se foi ele quem colocou, mas era nele que eu confiava. Eu tinha lá uns 6 anos.

Passado mais um tempo, lá por 1989, início dos anos 90 ele, além de médico, era vereador em Cianorte. E fui entregar oficialmente, durante uma tarde, na Câmara dos Vereadores, um capítulo da Lei Ambiental de Cianorte, formulada pelo Eleutério Langowski, que acredito não se importar por eu usar a foto aqui, que é de sua autoria, para ilustrar o texto.

Quantos bebês ele salvou? Ele foi meu pediatra e pediatra dos meus sobrinhos e quantas outras centenas ou milhares de pessoas? Quantas alegrias ele proporcionou? Incontáveis, inumeráveis... Claro que ele jamais saberia mensurar e muito menos lembrar de quantas vidas passaram por suas mãos, mas nós que aqui estamos sabemos. E como sabemos. Muito obrigada senhor Tramontini. Honrou a profissão e deixou um legado de histórias que se perpetuam. Que seu nome seja lembrado, também, em alguma placa na Cidade, pois na história de Cianorte e em nossas memórias e corações já está marcado para sempre.

Vai em paz... Muito obrigada!