Abaixo-assinado diz não às hidrelétricas nos rios do Paraná. Ligeiro ganha até Instagram


Por: Aida Franco de LimaProfª. Dr.ª e Mestre em Comunicação e Semiótica, Jornalista e Especialista em Educação Patrimonial; Guia Especializada em Atrativos Turísticos Naturais;Técnica em Vestuário; Escritora da Série: Guardador de Palavras da Gabi.


Depois do vídeo lançado pelo Movimento Rios Vivos Paraná, no último dia 05 de junho, que obteve milhares de visualizações e começou a mobilizar os paranaenses em defesa de nossos recursos hídricos, muitas pessoas passaram a perguntar como podiam ajudar na defesa, não apenas do Rio Ligeiro, como os demais que compõem a Bacia do Rio Paraná. E entre as ações foi lançado um abaixo-assinado, que pretende coletar assinaturas a serem destinadas aos órgãos competentes. Denominado "Não às hidrelétricas nos rios do Paraná", ele pode ser assinado por qualquer cidadão residente em qualquer lugar, que deseja ver nossos rios preservados.

Diversos rios do Paraná, como Ligeiro, Índios, Ivaí, Piquiri, Iguaçu, Tibagi (cuja lista está sendo atualizada de acordo com as informações levantadas) estão na mira de grandes grupos empresariais que querem construir usinas hidrelétricas em seus leitos. São as chamadas 'PCHs' (Pequenas Centrais Hidrelétricas) ou as 'CGHs' (Centrais Geradoras Hidrelétricas). Se a sociedade não se mobilizar, as bacias hidrográficas paranaenses poderão sofrer com até 213 empreendimentos desse porte.

Abaixo-assinado pretende mobilizar população para chamar atenção de prefeituras, câmaras, Assembleia Legislativas e órgãos de proteção ambiental do Paraná sobre a importância de proteger os rios e buscar fontes alternativas de energia


O Rio Ligeiro também ganhou um Instagram onde o público é convidado a conhecer suas belezas, a defender sua existência e recebe até mesmo dicas de cuidados. Importante lembrar que além da biodiversidade, toda a comunidade do entorno é afetada e por mais que usem o discurso de que esses empreendimentos causam menos impacto, isso não é correto e estudos científicos comprovam.

Além disso, como já ocorre por exemplo na região de Cianorte e inúmeras outras cidades, não bastassem as terras alagadas, as propriedades que estão na rota das usinas são desvalorizadas com as linhas de transmissão que as atravessam e impedem qualquer benfeitoria no entorno, em virtude dos riscos sabidos de áreas com torres de alta tensão.



Rio Ligeiro 'conversa' no Instagram e pede ajuda para ser salvo das hidrelétricas