Dilema: a sensibilidade precisa ser ensinada

Atualizado: Jan 15

Por Ana Floripes - Professora




https://brasil.estadao.com.br/blogs/vencer-limites/medico-chama-sindrome-de-down-de-castigo-ao-casal/


Capacitismo:"Triste época! É mais fácil desintegrar um átomo do que um preconceito." Albert Einstein.



O pensamento do médico é resultado do meio. Tem muito conhecimento científico a respeito da medicina, entretanto, falta-lhe até o momento, o conhecimento para vencer sua limitação quanto às questões sobre o assunto. Falta-lhe também a convivência com as pessoas com síndrome de Down. Enfim, talvez não tenha tido essa oportunidade e só tem consigo aquela parte que lhe foi repassada culturalmente e que tem o nome de Capacitismo.


Para exemplicar, trago a Maria Clara, que luta todos os dias para ser olhada com olhares mansos. Ela olha as pessoas com mansidão! Essa lição é preciso aprender com as "Claras"...


Discutimos muito sobre o assunto "aborto", mas não, as "mortes" relacionadas às identidades que ocorrem diariamente...


"Essa ideia de que é preciso toda uma especialidade para 'lidar' com as pessoas com deficiência é uma expressão refinada do preconceito. Somos um “tipo de gente” tão singular quanto qualquer outro nesse planeta. Se causamos estranhamento, isso se dá menos por nossas características, e mais por um repertório apequenado de mundo construído na sociedade. Na perspectiva da especialidade, a gente 'lida com o problema'. Na perspectiva da diferença, a gente convive, aprecia, abraça, respeita o singular e o plural. E também questiona as relações de poder que permitem que um pequeno grupo se afirme como referência do ideal, do bonito e do desejável, e os demais como 'tipos específicos' de gente. Quem decide quais características devem ser evitadas, extintas, 'corrigidas' ou 'curadas' em nossa humanidade, e quais as que queremos celebrar?" Mariana Rosa



#PraTodosVerem #pracegover - Descrição da imagem: card de fundo azul, escrito em branco “ser anticapacitista é defender a ideia radical de que pessoas com deficiência são gente, e não um tipo de gente”. Abaixo, está escrito “É nóis pela educação inclusiva”.





Por fim, ao estudar um tipo específico de Deficiência Mental, John Langdon Down, em 1866, utilizou e descreveu pela primeira vez o termo “mongoloide”, visto que a aparência dessas pessoas, segundo ele, era muito semelhante a do povo da região da Mongólia, e disse ainda: "ol aspecto dessas pessoas era tal que era difícil admitir que fossem filhos de europeus." Sabe-se atualmente que implicações raciais são incorretas, o que torna o termo "mongolismo” incabível. A síndrome de Down, não é uma doença e também não está vinculada à consanguinidade, e sim a uma alteração genética. Jérôme Lejeune refutou a ideia de que a síndrome era uma espécie de involução às raças inferiores. Enfim, as palavras mongol e mongoloide refletem o preconceito racial da comunidade científica do século XIX, e o nome dado à síndrome foi em homenagem ao Dr. John L. H. Langdon-Down, precursor dos estudos. Infelizmente, até hoje tem médico que utiliza esses termos ao dar a notícia do nascimento da criança aos pais na maternidade. Ela é repleta de preconceito.






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