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A PASSAGEM E AS CORES

Por: Kazuo Yasoyama Quando o ano começa e o que raramente, hoje em dia, é lembrando é que o dia primeiro de janeiro tem um título O Dia Mundial da Paz! Deveria ser tempo de paz o ano todo, mas ainda que todas as nações parem nesse dia para comemorar a virada do ano, com aquela expectativa de que tudo poderá ser diferente, que realizações possam acontecer e que tudo que ficou para trás permaneça no passado e que o futuro promete muita transformação e realização!


Conforme os dias vão passando, as semanas passam a serem meses e quando menos esperamos, chega o carnaval e é aquela festa, um tempo onde não importa as promessas que foram feitas, ou se está se realizando ou não, o importante é aproveitar o feriadão prolongado, viajar ou festejar em casa mesmo, família reunida novamente e muita comemoração, afinal depois do carnaval começa o ano para valer mesmo, voltam-se as aulas definitivamente e como que por condição imposta pelo tempo, parece que é depois das comemorações que se começa a prestar atenção nas contas para pagar, nos problemas do cotidiano e nos noticiários, realmente é como que o ano só começasse depois do carnaval! Ouvimos repetidamente sobre certos acontecimentos no dia a dia, que praticamente já é banalizado, como que se de tão repetitivo o fato fosse algo normal, nossa mente parece nos programar para um mecanismo de defesa, no qual a negação, a intolerância e o desvio de foco impera e controla nosso entendimento e nem é sobre política o assunto em questão, é praticamente sobre todos os acontecimentos! Uma criança é morta por maus tratos, ou sofre diariamente abuso sexual, facilmente compadecemos, nos sentimos impotentes, porém logo passa e a vida segue, os dias passam e tudo volta a ser o mesmo marasmo, até ouvirmos novamente um fato parecido, ou igual e lá vamos nós nos revoltarmos e comentarmos, afinal se torna o assunto do momento, a conversa do dia e só isso! Campanhas com temática como o maio laranja para prevenção contra o abuso infantil, não adianta em nada se só restringir e olha-se lá, somente a esse mês! Igual ao mês anterior que há o dia da conscientização do autismo que é realizado no dia dois de abril. O curioso é que ao existir dias assim, ou um mês dedicado a conscientização, a sensação que ao menos esse que vos escreve tem, é que basta isso para dizermos que nos preocupamos?


Algo que se assemelha ou se aproxima de uma medida de conforto, no qual não há necessidade de tocarmos no assunto o ano inteiro afinal tem um dia ou um mês todo para fazermos isso! Dedicarmos um mês acaba se tornando uma medida paliativa e ineficaz, mas pelo menos fazemos de conta que nos importamos, colocamos faixas nas faixadas, colocamos fitinhas com a cor relacionada ao mês na lapela ou vestimos camiseta como que fosse somente aquele relativo mês para fazermos isso! Vivemos em uma sociedade hipócrita aonde cada um desempenha um papel, como que se a vida a nossa volta fosse um palco ou uma arena e temos que desempenhar assiduamente a nossa interpretação, ou somos excluídos, denegridos ou vistos como exagerados demais. As vezes não gostamos de ouvir, ou ver a verdade, por isso é mais fácil um faz de conta, uma inversão de fatos ou uma cortina de fumaça e com isso o problema pode estar acontecendo bem debaixo do nosso nariz, mas olhamos e discutimos o que está acontecendo fora de nossa esfera, uma vez que a chamada zona de conforto, tem que permanecer aconchegante, atraente e suportável. O que esperar de um mês dedicado a conscientização do trânsito, o agosto vermelho, mas ao mesmo tempo vende-se bebidas alcoólicas em postos de gasolina com direto a mesas com cadeiras e guarda sol?

A vida realmente é uma peça de teatro, porém desempenhamos os piores papéis! Tornamos meros coadjuvantes canastrões e sem graça de nossa própria peça de teatro! O que era para ser uma ode, uma experiência, torna-se uma vergonha!

É importante interpretarmos bem o papel, afinal, não sabemos o dia de amanhã! Quantas vezes não ouvimos isso? Porém ao invés de fazermos algo para colaborar, contribuir ou fazermos simplesmente o que devemos fazer para sentirmos bem, cantar, chorar, sorrir, infelizmente não nos contentamos somente com isso, temos que colaborar na verdade negativamente com os fatos, com os acontecimentos. Ignoramos o que está a nossa vista e facilmente criticamos e condenamos o que ouvimos falar, principalmente nos noticiários diários. Todavia, quando é hora de agirmos, deixamos para os outros, deixamos para as campanhas! Não é para isso que servem as campanhas mensais com seus relativos temas e cores? Muitos devem pensar! Há tempos atrás comentei sobre uma possível reforma e melhoramento no viaduto da Avenida Goiás com um cercado nos entornos e uma troca de grades de segurança, por anos foram realizadas tantas obras aqui na nossa cidade, algumas até duvidosas e questionáveis, então nada mais justo do que reformarem e colocarem alambrados nas encostas do mencionado viaduto. Setembro amarelo é um mês dedicado a prevenção do suicídio, todavia o que vale dedicar um mês a esse tema, sendo que não passa disso? Não se discute o assunto, não se faz campanha de apoio, não se vê ou se ouve aonde a pessoa possa ir caso precise de aconselhamento, não existe atendimento que seja, gratuitamente! O que vemos é uma transferência de responsabilidade, uma terceirização de "serviços", aonde dizeres como: ... buscar mais a Deus, ir mais a igreja, rezar mais, é bem comum de serem ditos nesse momento! A pessoa que já se sente mal, tem com ao ouvir isso, uma tristeza profunda, se sente abandonado, traumatizado e solitário. É que a pessoa já ora, implora e pede a Deus que leve embora esse sentimento de vazio e solidão, e justamente nessa ocasião, alheios chegam e dizem praticamente que não podem contar com eles e que tem que procurar a Deus, ir em igreja! Fazendo isso, só justificam o que a pessoa já pensa, já sente e já sabe, que no caso é: O quanto se está só e abandonada mesmo! Não podendo contar com ninguém! Novamente o papel que desempenhamos é demonstrado da pior forma, como negligentes, intolerantes e indiferentes! Muitos fingem se importar, porém com ações e palavras provam que não se importam, pior ainda, que nunca se importaram! Não é com frequência que ouvimos falar que alguém atentou contra a própria vida no viaduto da Avenida Goiás, é o que é feito a respeito disso? Nem se conversar sobre o assunto é recomendado por autoridades, pois alegam que conversar muito sobre isso, pode estimular mais ainda quem já quer cometer suicídio! Quando não se sabe como agir, ou o que falar, usar um argumento como esse torna-se bem convincente! Já tomar providências, aumentar a grade de proteção que já existe, ou trocar por uma mais alta e até mais artística, fazer um muro ou colocar um alambrado nas encostas, pode não resolver, mas inibe! E melhor mostraria que "tudo bem" que não se pode muito tocar no assunto de suicídio, mas ao menos, com uma obra como essa, mostrariam que se preocupam e muito com o assunto e que não é restringido somente a um mês ou uma cor só para mostrar que lembramos do tema!

Enquanto medidas realmente concretas e autênticas não serem tomadas, não é com cores, temas e meses que soluções serão realizadas! Existem o outubro rosa e novembro azul duas exceções que se demonstram bem eficientes, porém há uma campanha mais abrangente, com atendimento gratuito para exames, com mais sensibilidade e empatia. Lamentavelmente não vemos isso em outras campanhas, crianças com autismo nem diagnosticadas precocemente são, e mesmo que sejam os custos de atendimentos são altíssimos, já para crianças que sofrem abusos, mulheres que são maltratadas, pessoas com tendências suicidas, já levadas as margens da sociedade, pois não se vê ou ouve falar de atendimento gratuito, acompanhamento contínuo, ou quaisquer outras medidas. Basta dedicar um mês colorido que já causa aquela falsa sensação de que pelo menos estamos fazendo algo! Quando na verdade se não for bem feito esse algo é o mesmo que nada! E o tempo passa, os meses seguem chega o mês natalino, com suas cores e luzes coloridas, é muito comum ver a campanha contra fome, como que quem passa fome fosse somente nesse mês! Mas o importante é que estamos fazendo a nossa parte! E é aí que se conta o mesmo que nada, pois se levarmos em conta que dos doze meses do ano, combater ou alimentar quem passa fome somente em um mês, se isso não é o mesmo que nada, então somos mais insensíveis do que parecia! Então ganharemos um Tony Awards, que é o prêmio máximo a quem trabalha no teatro, assim como existe o Oscar para premiar quem trabalha o cinema, existe o Tony para o teatro, pois estamos desempenhando nosso papel com excelência digna desse prêmio! Assim passa o tempo!

Chega o fim do ano e aquelas velhas e mesmas promessas de renovação, realizações e um desejo de um mundo melhor! Hã? Como assim?


Quanto mais deixamos para amanhã, mais a areia escorrerá!


Máquina de Gols

... E não foi dessa vez, o Corinthians levou fumo, mas pelo menos o Vitinho fez um golaço de fora da área, mas não foi o suficiente pará reverter o placar e o jogo terminou nos 3 X 1. Flamengo na era

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