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A intolerância das redes sociais; subproduto do analfabetismo político.

Por Walber Guimarães Junior, engenheiro e diretor da CIA FM.


Basta que você ouse se posicionar, emitir opinião pode ser a porta de entrada do purgatório e, cúmulo da ousadia, crítica aos expoentes de qualquer das facções te coloca no inferno das redes; amigos, conhecidos e até parentes abrem mão da civilidade e te rogam pragas inimagináveis, em segundos promovem devassa em sua personalidade e fazem um raio x em seu caráter expondo defeitos que nem você sabia que possuía.

Bolsonominion ou esquerdopata são apelidos carinhosos dos odiosos fascistas e comunistas, adoradores de mito ou membros da quadrilha, na linguagem chula que despenca às centenas na timeline de quem se atreve a comentar fatos políticos.

Pessoas semialfabetizadas se travestem de sumidades da cultura política e, pior, cultos e bem informados se despem de pudores e vomitam rancores e preconceitos nas redes sociais transformadas em esgoto do pensamento contemporâneo, moldados na escola do control C e control V, dos dedicados alunos dos gabinetes extremados que emitem comandos sob a tutela de coronéis estrategistas do topo da inteligência de ambas as vertentes. Seriam dirceus ou olavos inspiradores de um novo tipo de antissemitismo ideológico em substituição ao racial?

Uma análise mais profunda revela detalhes mais significativos para entender o ódio que se encontra impregnado nas agressões insanas que se multiplicam até entre amigos.

O advento das redes sociais que deu voz a todos e, importante frisar, reforçou o senso de cidadania de todos, como se dotasse de uma senha individual para que todos se credenciassem ao debate político. Excelente e animador como instrumento que, devidamente calibrado, ampliará a participação popular e a construção do consenso em cada comunidade mas preocupante por colocar armas potentes em mãos destreinadas transformando plenário em ringues onde agressões verbais substituem socos e pontapés.

Onde erramos? A resposta, basta que se avalie com serenidade, decorre da falta de intimidade do cidadão comum com a participação política. Isto nunca esteve ao alcance do eleitor. Fomos, por décadas, apenas massa de manobra, o popular zé povinho.

As escolas nos negaram formação política, e isto difere substancialmente de proselitismo partidário e a resultante é o analfabetismo político ou, para atenuar, a profunda defasagem de cultura política.

Comunismo, fascismo e outras denominações brotam na boca sem fazer estágio no cérebro ou por encontrar vazia a prateleira da formação básica.

A consequência é que a grande maioria dos desprovidos de capacidade de argumentação se agarram em duas armas poderosas em suas boca e mãos; radicalismo e generalizações.

Radicalismo decorrente da desinformação e, fruto da técnica medieval de cultuar fantasmas, ecos do mito da caverna, que libera incultos ao apego com termos fortes como se capazes de nocautear os divergentes.

Generalizações que tornam simplistas questões complexas que não cabem em cérebros pouco treinados para o contraditório.

Busco serenidade para atravessar espaços pouco povoado por neurônios treinados que faltam em quantidade e qualidade no debate mas que precisam ser respeitados porque são etapas necessárias para o exercício pleno da cidadania.

Cresci na ditadura, combati o arbítrio, minhas referências políticas tinham ética, ideologia e, principalmente escrúpulos.

Preciso ser complacente. Eles não tem culpa, se esforçam para recuperar o tempo perdido e, suprema maldade, só tem alternativas lastimáveis para entronar no altar político.




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