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A Foto Que Virou Saudade ADEMIR ALCÂNTARA, EM CIANORTE NINGUÉM JOGOU MAIS QUE ELE

Por Marco Antônio de Paula Franco


A história de Ademir Bernardes Alcântara é engraçada.

Ela poderia ser roteiro de um filme de sucesso, mas aconteceu de forma paralela, secundária.


Ficou – ele próprio - como uma ficção, pois o futebol profissional em Cianorte, sua cidade natal, aconteceu antes dele – o CAFÉ existiu até 72 – e depois dele – o profissional só retornaria em 92.


Ademir surgiu e reinou exatamente neste meio tempo, nesta espécie de hiato que existiu na era do nosso futebol profissional, o que não o inclui na memória do torcedor como um grande jogador de futebol, nem na era do CAFÉ e nem na era do LEÃO DO VALE, mesmo sendo cianortense.


Uma pena, pois Ademir foi e será sempre o melhor jogador de futebol de Cianorte, contando os nascidos aqui e os que vieram contratados de fora.


Não acho possível o Leão do Vale ter um jogador do nível dele.


Lembrava muito a elegância de Ademir da Guia, era técnico, jogava de cabeça erguida, era um jogador de nível de seleção e jogou no Benfica, no auge da carreira, com Mozer, Elzo e Valdo que eram jogadores, de fato, da Seleção Brasileira.


COMO SURGIU: João Vilela, o Bola, tinha o seu time, o Cianorte Esporte Clube, hoje Cianorte Futebol Clube, o nosso Leão do Vale, e volta e meia surgia um menino bom de bola.


Em 78 apareceu um que era mais que bom de bola: era craque, na acepção da palavra. Mas tinha uma cabeça esquentada....


Eu mesmo, Marcão do Cartório, na época jogando no time dos juniores, em 79, pude presenciar inúmeras discussões entre eles.


Vi até Franguinho jogar a camisa no chão e ir embora para casa, ante a promessa do Bola de não jogar mais com ele.


Mas não tinha como deixar de fora aquela pérola.


E Bola foi se moldando, já que não havia como enquadrar a fera.


E prometeu que o levaria ao Pinheiros, clube de Curitiba, que mais tarde se juntou ao Colorado para formar o hoje Paraná Clube.


Compromisso empenhado Bola começou a treiná-lo, junto com o zagueiro Cidãozinho e o centroavante Geraldo Destefani, o Pebinha.


Estes também grandes promessas.



Eu me lembro deles seguindo pela linha férrea, na Zona 04, indo até o distrito de Vidigal.


Eram baterias extenuantes.


Foram meses de preparação extrema.


E lá foram eles para Curitiba.


Os três foram aprovados e passaram a jogar no time da base do Pinheiros.



O INÍCIO: Franguinho virou Ademir para ser jogador no Pinheiros, e não demorou praticamente nada para ele explodir.


Havia, na época, um torneio de seleções estaduais de juniores, e fora do calendário, o que fazia com que o Fantástico, da Rede Globo, apresentasse os gols.


Ademir, lógico, já era o 10 da Seleção.


Aquele destaque, e aliado aos desentendimentos que tinha com o treinador Borba Filho, do profissional – coitado do Borba, deve ter sofrido o mesmo que o Bola – acabou levando-o ao Pelotas do Rio Grande do Sul.



Lá matou a pau; embora armador, foi artilheiro do Campeonato Gaúcho com 21 gols.


Não tinha como não ser notado pela dupla GRENAL.


Foi imediatamente contratado junto ao Pinheiros - ainda dono de seu passe -, pelo Internacional que tinha um timaço.

O meio campo era o destaque, com Ademir Keifer – por causa deste Ademir, para não confundir nome, o nosso virou Ademir Alcântara -, Luiz Freire e o cracaço, titular da seleção uruguaia, Rubén Paz, considerado um dos principais armadores do mundo.



E era exatamente onde Ademir jogaria: na 10 de Paz.



A EUROPA: Nem bem assentou no clube e veio o convite do Vitória de Guimarães de Portugal.


Lá Ademir Alcântara fez grandes campanhas o que lhe abriu as portas para o principal time da “terrinha”, e um dos maiores da Europa: o Benfica.


No Benfica jogou com Elzo, Mozer, Valdo e uma série de jogadores consagrados.



O FINAL DA CARREIRA: Voltou ao Brasil e jogou no Coritiba, coincidindo com o início de carreira do meia Alex, grande destaque depois do Palmeiras e da própria Seleção Brasileira.


Alex deu uma entrevista, há pouco tempo, dizendo que aprendeu e adotou aquela parte técnica, vistosa, olhando jogar o seu grande inspirador: Ademir Alcântara.



O HISTÓRICO: 1979: Cianorte EC; 79/84: Pinheiros: 84: Pelotas: 85/86: Internacional; 86/88: Vitória de Guimarães (Portugal); 88/90: Benfica (Portugal); 91: Boa Vista (Portugal); 94: Mogi Mirim; 95/96: Coritiba.









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