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A DUPLICAÇÃO DA MAKIO SATO E A DERRUBADA DA MATA - A QUEDA DA NATUREZA!

Por: Redação BN

O MP intimou a Prefeitura de Cianorte para tornar público todas as documentações e projetos referente as compensações e reparações ao meio ambiente devido aos danos que serão causados ao Cinturão Verde com a obra de duplicação da Makio Sato. Veja matéria


A duplicação da Avenida Makio Sato, por si só já é uma incógnita. Nominaram avenida uma coisa que é na verdade Rua. Claro que compreende-se a pressa dos motoristas que desejam chegar rapidamente ao centro. A mesma pressa que a maior parte dos moradores têm e justa, não é a mesma dada à exigência de tratamento ao esgoto daquela região. Sim, liberaram tão rapidamente loteamentos sem que pensassem nas consequências de infiltrar tanto cocô no lençol freático. Em nome da pressa de lotear tudo, vender tudo. Agora a pressa é em aprovar um projeto que até antes da eleição estava desaprovado.


A placa na esquina mostra o contrassenso. Agilidade não combina com segurança. A duplicação da pista, é para melhorar o tráfego ou para oportunizar que os apressados aumentem a velocidade?


Como fica a questão dos animais, das aves que nessa época do ano estão se preparando para acasalar? Como fica a podridão do Rio Fantasminha, que passa no local e vai ficar ainda mais comprometido com a retirada da mata ciliar? Há realmente necessidade de alargar tanto a via? Se a mata atrapalha o trânsito, e deixa a via mais lenta, vão retirar os prédios e construções dos outros trechos de Cianorte que também provocam congestionamento no horário de pico? Horário de pico é isso, em certo horário congestiona, no resto do tempo, fica livre. O que os motoristas vão fazer, quando chegarem no início e final da nova avenida, vão passar um carro por cima do outro? A Prefeitura vai desviar a rota dos outros veículos que passam para que ninguém precise parar?

Quando se observa a rotatória da zona 2, nos cruzamentos da avenida Mato Grosso com rua Recife, ao lado da biblioteca ecológica de container, onde se inicia a avenida Makio Sato, temos um ponto de frenagem obrigatória. Afinal, a rotatória tem preferência no fluxo de trânsito. Já na outra ponta, já no jardim Atlântico, na confluência da Avenida Atlântica com rua J. Zamberlam, outra rotatória, outro ponto de frenagem... Ou seja avenida rápida, linda e ainda congestionada nas horas de pico... e ai pensaram nisso?


Por qual motivo o IAT mandou tomar cuidado com apenas uma das perobas. As outras não servem pra nada ou elas não foram observadas?


Por qual motivo não houve Audiência Pública? Por qual motivo, coincidentemente, empresários que doaram terrenos na região, para inclusive ampliar a área de construção, anunciam empreendimentos na mesma região?


A exigência do IAT na primeira aprovação da Obra, que NÃO FOI EMBARGADA, foi solicitando ajustes... porém o Prefeito Franzato cancelou a licitação inicial e abriu outra e teve aprovação com valores e tamanho da obra 3 vezes mais... SÓ QUE O DANO AMBIENTAL FICOU MAIS BAIXO (segundo informou a Prefeitura), DEVE SER UMA LÓGICA DA LUA OU DE OUTRO MUNDO, ou seja, se aumentou o tamanho da obra logo também aumentou o DANO AMBIENTAL (área desmatada será 3 vezes maior).

Também diminuiu o valor de Serviços Ambientais, de 347.450.01 para 210.712.06. A natureza parece que é a parte mais barata dessa história toda.


Documento do IAT solicitando apenas ajustes burocráticos em 22 de outubro de 2020, quando do primeiro projeto - Administração anterior (Bongiorno).



Parabéns aos moradores de Cianorte que provocaram o Ministério Público e esse reagiu a tempo de verificar a legalidade de tal obra que devia ser discutida com a sociedade através de Audiência Pública, pois tem grande dano ambiental e não baixo como foi informado para a RPC TV. Veja reportagem. Recentemente APENAS para cortar algumas poucas árvores em frente de condomínio de luxo, foi solicitado pelo MP uma Audiência Pública, agora para derrubar 258 árvores (se estiver mesmo correto esse número) não é necessário?

Meus pêsames a quem não consegue visualizar que é possível melhorar o trecho da via, com segurança, e também mantendo a vida do Cinturão Verde, a fauna e flora daquela região. Cabe sim à população pensar a respeito...

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