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2022 - Aberta a temporada de negociações

Por: Allan Johan - Jornalista

O atual sistema eleitoral brasileiro incentiva a corrupção tão combatida e condenável aos representantes do povo. Um exemplo desta afirmação é o abastecimento do caixa dois de campanhas por doações ilícitas e de dinheiro proveniente de desvio de verbas. Essas práticas são comuns em todo o país e são justificadas pelos políticos como “necessárias” para a reeleição e a manutenção de seus cargos.

Neste ano, as doações de empresas para as campanhas e para partidos políticos não estão permitidas. A medida, que surgiu depois dos escândalos de propinas e desvios em estatais e de licitações fraudulentas, pretende-se dar um fim nesta prática difundida há tempos no país.

Existe a crença que o poder econômico define os vencedores dos pleitos no Brasil. De fato, a compra direta ou indireta de votos, ou ainda, a promoção fora do período eleitoral podem definir quem receberá mais votos. E os próprios eleitores cobram os representantes paternalismos além do exercício de suas funções, ou seja, para se reeleger, o político terá que por a mão no bolso ou desagradará esses eleitores.

Sendo assim, é muito difícil que um candidato sem dinheiro se eleja. Ainda mais quando ele precisa do apoio do seu partido político, onde mais uma vez os filiados abastados são os que recebem mais atenção.

A reforma política é necessária para que este círculo vicioso seja quebrado. Há de se pensar no financiamento público de campanha como uma possibilidade. É preciso rever, ainda, se o sistema político atual é mesmo eficiente, uma vez que a maioria dos partidos existe para servir de negociata de cargos – que abastecem campanhas por meio de acordos secretos – ou de laranja para os interesses de grupos ou partidos maiores.

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