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É impossível defender Bolsonaro e saúde ao mesmo tempo

Com a inquirição das testemunhas na CPI da COVID fica cada vez mais evidente que é impossível defender a saúde pública e ao mesmo tempo defender a maneira que o governo conduziu a pandemia.


Quem acompanhou os depoimentos viu que Wajngarten entrou em contradição todas as vezes em que tentou proteger o governo das acusações. A mesma coisa com Queiroga, preferiu correr o riso de comprometer sua carreira profissional, do que falar a verdade.


Talvez eles acreditem em alguma proteção jurídica, ou apenas estão sendo usados de bode expiatório pelo Governo.


Pode ser uma estratégia de defesa tentar se fazer de vítima e forjar uma situação de abuso de autoridade para comprometer o inquérito formalmente, já que materialmente as provas serão robustas.


A CPI está documentando todas as provas do que o Governo fez e não fez para controlar a pandemia. São 3 elementos que deveriam ter sido adotados para evitar mortes: 1. O distanciamento social; 2. Auxílio financeiro para a aderência ao distanciamento; e 3. A vacina.


O Governo não fez nenhum dos 3, ao contrário, investiu na imunidade de rebanho, que consiste em expor a população ao vírus para adquirir imunidade naturalmente.


Prescrever cloroquina, desestimular o uso de máscaras, promover aglomerações, não impor restrições de circulação e atrasar vacinas, foram algumas das condutas adotadas para transformar o Brasil em um laboratório humano do vírus.


O resultado é esse que estamos vivendo, quase meio milhão de mortes. Todas as autoridades públicas que concorreram para esse resultado deverão responder penalmente.

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